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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sauterne - Sainte- Helene


CHÂTEAU DE Ste HELENE - 2008

Da região de  BOURDEAUX , sub-região de SAUTERNE, este Château de Ste Helene, tem na sua constituição as castas Semillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.
Um Sauterne clássico, elaborado com uvas contaminadas com Botrytis Cinerea, apresentou-se vestido de âmbar. Com um aroma bastante complexo a mel, acácia, damasco, compota de laranja e baunilha.
Na boca deixa uma sensação doce logo acompanhada de acidez, revelando aromas de boca que fazem lembrar a passa de uva. Untuoso, intenso e elegante, muito ao género dos Sauternes.
Com a classificação de Grand Vin de Bordeaux, tem uma graduação alcoólica de 14%.

Pontuação: 16 valores

Um pouco mais sobre a Sub-região de Sauternes

A sul de Graves, goza de um clima seco e quente, com base num solo de características calcárias. Os vinhos brancos são fermentados a partir das castas Semillon, doces e de uma qualidade reforçada pela presença da botrytis cinerea.
Produzem-se maioritariamente vinhos brancos doces, de sobremesa, com cerca de 4,5 milhões de garrafas/ano, numa área de aproximadamente 1820 ha.

Charton La Fleur Rouge - Bordeaux - Médoc


CHARTON LA FLEUR ROUGE - 2003


Da região de BOURDEAUX, mais propriamente na sub-região de  MÉDOC, o vinho Charton la Fleur Rouge, elaborado a partir das castas Merlot e Cabernet Sauvignon, apresentou-se de tonalidade granada escura, reflexo da idade. Nos aromas inicialmente desprendeu suaves nuances florais- violeta e alguns frutados, quase bloqueados por notas mais marcantes a queimado, cacau, canela e alguma trufa e cogumelos. Suave na boca, de corpo médio, equilibrado e de elevada persistência.



Grau: 12%

Pontuação: 16 valores

Château Chasse Spleen e a região de Bordeaux


CHÂTEAU CHASSE SPLEEN-  2001

Da Região de  BOURDEAUX – MÉDOC, , é um vinho de aromas agradáveis a frutos vermelhos, cereja e framboesas, em estado muito maduro fazendo lembrar a compota. De cor granada escuro, na boca revela-se equilibrado, macio e estruturado persistindo numa agradável sensação frutada.
Grau: 13%

Pontuação: 16 valores




Um pouco mais sobre a região de Bourdeax e Médoc

Bordéus é, sem dúvida, a região vinícola mais prestigiada de França, com maior número de vinhos de alta qualidade. Situada a sudoeste, na costa da atlântica da França, junto à foz do rio Gironde estendendo-se em torno da cidade de Bordéus que lhe empresta o nome. As mais de 20 sub-regiões AOC de Bordéus distribuem-se em torno do "Y" formado pelo rio Gironde e seus afluentes, o rio Dordogne, ao norte, e o rio Garonne a sul.
Nenhuma região vinícola do mundo produz tantos vinhos de altíssima qualidade como Bordéus. A maioria deles são tintos, mas algumas sub-regiões bordalesas, como Sauternes e Barsac, possuem alguns dos melhores vinhos brancos do mundo.
Com cerca de 115 060 ha de vinha e 13 000 viticultores, é considerada a segunda maior região vitivinícola do mundo, sendo que a primeira, também francesa, é Languedoc com 249 995 ha.
Com uma produção anual de 700 milhões de garrafas, Bordéus produz inúmeros vinhos de mesa, bem como os mais prestigiados vinhos do mundo.
As principais sub-regiões de Bordeaux são: Médoc, Graves, Sauternes, Saint-Emilion, Pomerol. Das sub-regiões, apenas as 4 primeiras têm classificações oficiais, e produzem a maior parte dos vinhos de qualidade superior.
Castas principais:

Tintas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot.
Brancas: Sauvignon blanc, Sémillon, Muscadelle.

Segundo vários especialistas, a maior razão para o sucesso desta região, reside nos solos de origem calcária, conjuntamente com uma atmosfera húmida provocado pela proximidade dos rios Garonne e Dordogne.

Sub-região de Medoc

A região vitivinícola de Bordéus encontra-se dividida em cinco sub-regiões distintas e 57 denominações de origem (AOC).
A região do Medoc situa-se entre o oceano Atlântico e o estuário do rio Gironde. Caracterizada por solos de cascalho, criado ao longo dos anos sob uma base de argila pesada, tem como castas principais o Cabernet Sauvignon e Merlot.
A região produz cerca de 36 milhões de garrafas/ano, oriundas de 400 vinhas, dispersas numa área de 4 249 ha.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Moulin-à-Vent - 2007



Da região de  BOURGOGNE – BEAUJOLAIS- França, com a Classificação: CRU OF THE BEAUJOLAIS o vinho Moulin-à-Vent, foi elaborado a partir de uma das castas mais emblemáticas da região –a Gamay.



 De coloração rubi, com laivos acastanhados, libertou inebriantes aromas a frutos vermelhos, cereja, framboesa e banana, esta ultima derivada das técnicas fermentativas muito usadas na região- maceração carbónica, e notas de violeta que lhe conferem um perfume único.
No paladar revelou-se cheio de corpo, estruturado e ligeiros toques de madeira mantendo-se persistente num agradável final de boca
Ideal para acompanhar com carnes vermelhas grelhadas ou queijos com sabores robustos.



Um pouco mais sobre a região Borgogne e a sub região de Beaujolais


A Bourgogne, situada na região centro-leste do país, divide com Bordeaux o título de mais famosa região vinícola da França. A maioria das suas sub-regiões estende-se entre as cidades de Dijon, ao Norte e Lion, ao sul. A excepção, é a sub-região de Chablis, situada a noroeste de Dijon.
Ao contrário de Bordeaux, onde os tintos constituem a maioria dos vinhos mais famosos, a Borgonha possui um grande número de brancos de qualidade superior.
A Borgonha é uma das regiões mais encantadoras da Europa. A região combina uma beleza única com vinicultura, gastronomia e arquitectura medieval. Antes mesmo da França ser cristã, a Borgonha era um Ducado amplamente conhecido por sua vocação vinícola.
Com uma área de 31500 Km2, a Borgonha vive um clima que se caracteriza por Invernos bastante frios e Verões quentes.
Actualmente esta região produz cerca de 180 milhões de garrafas/ano com 99 denominações. Na verdade, cerca de 600 das suas vinhas detêm a classificação de Premier Cru e 33 Grand Cru, algumas com distinção dos melhores vinhos do mundo.
Finalmente no extremo sul do mapa, em direcção a cidade de Lyon, passamos pela grande região de Beaujolais. Uma região lindíssima com grande presença da casta Gamay.
Uma região bem distinta da Borgonha que construiu a fama de vinhos populares, fáceis, sem grandes mistérios. Vinhos de grande frescor, cítricos agradáveis. O máximo expoente da região é o Beaujolais Nouveau.

M. Chapoutier - La Bernardine




Um dos produtores de vinho mais prestigiados da região de Côtes du Rhone- França, mais propriamente da sub-região de Chateauneuf du Pape, M. Chapoutier, enveredou pela agricultura biodinâmica.



Detentor de algumas parcelas de vinha todas elas seguidas por técnicas precisas e tradicionais, faz deste vinho, um vinhos de características e qualidade muito especiais. A sua produção é bastante reduzida e dispendiosa só possível, para quem acredita que a qualidade e respeito pela natureza são mais valias preciosas e indispensáveis para uma agricultura sustentável e, no qual, o terroir se expressa na sua plenitude e originalidade.








La Bernardine 2005

Elaborado exclusivamente a partir da casta Grenache, este tinto revelou matizes granada escuro e de fortes nuances aromáticas a frutos vermelhos, amora e cereja preta,  já em estado avançado de maturação, lembrando compotas, seguido de apontamentos a chocolate. Na boca apresentou-se macio, equilibrado, de taninos muito suaves. Corpo robusto revelou no entanto um final de boca relativamente curto.






Um pouco mais sobre a região de Côtes du Rhone

Côtes du Rhône


A A.O.C. Côtes du Rhône é quase uma continuação da Borgogne, ao sul da cidade de Lion. A sua parte setentrional (norte) vai da cidade de Vienne até a cidade de Valence. A sua parte meridional (sul) estende-se de Valence até Avignon e também avança em direção sudeste até a Provence, alcalçando as vizinhanças das cidades de Nimes, Marseille e Aix-en-Provence. Em Côtes du Rhône produzem principalmente vinhos tintos, alguns rosés e também uma pequena quantidade de vinhos brancos.
Principais castas:
Tintas: Syrah, Cinsault, Grenache, Mourvèdre, Carignan, Counoise, Gamay, Pinot Noir, Viognier, Marsanne, Roussane, Bourboulenc, Clairette e Muscat.



Appellation d'origine contrôlée ou AOC é um certificado francês que leva em conta a localização geográfica da produção de certas culturas como vinhos, queijos, manteiga e outros, produtos agrícolas todos sob a fiscalização do Institut National des Appellations d'Origine (INAO), na dependência do Ministério da Agricultura francês.
Os vinhos certificados como AOC são produzidos em terroirs delimitados, muito conceituados e têm que satisfazer todas as normas de produção, definidas por decreto. Determina a tradição que eles estabeleçam os rendimentos, um grau mínimo de graduação alcoólica e condições de envelhecimento. São mais de 400 vinhos de denominação de origem controlada existentes em França. Entre os AOCs encontramos outras classificações como Supérieur, Premières Crus, Deuxièmes Crus, Crus Bourgeois e outros na região de Bordéus ou os Crus e Grands Crus da Borgonha.

domingo, 15 de janeiro de 2012






 Champagne Prévoteau - Perrier








Fundada em 1946 por Henri Prévoteau e sua mulher, a Casa Prévoteau, é actualmente gerida pelos seus sucessores que, com muito orgulho trabalho e dedicação, dão continuidade a um projecto de sonho há muito iniciado.

A vinha de cerca de 21 hectares, espalhada pelas encostas do Vale de Merne, em Epernay, é conhecida pela sua casta Chardonnay, de onde sai o Champagne Prévoteau-Perrier que provámos recentemente.

A propriedade, de cariz muito familiar, ancorada no coração da pequena aldeia de Damery, é previligiada pela natureza dos seus solos calcários, que acarinharam e albergaram há muito, o famoso monge que inventou o Champagne- Dom Pérignon.

Continuada ao longo de cinco gerações, os actuais proprietários, o casal Delphine Christophe, fazem gosto em perpetuar a tradição familiar, aplicando no entanto, novas tecnologias de produção e fabrico, acompanhando a evolução dos tempos, sem no entanto perder a qualidade e tipicidade de há muito.



Notas de Prova:
De um suave amarelo palha e bolha de persistência média, revelou-se bastante agradável na boca. De aromas cítricos, florais e um ligeiro amanteigado, revelam alguma complexidade e qualidade. Na boca, a efervescência dá-lhe vida e reflecte muito do sentido no nariz, fazendo-se sentir untuoso, cheio e equilibrado.




Avaliação: 15 valores

Casta: Chardonnay
Teor alcoólico: 12%