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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MONTE DA CAL

MONTE DA CAL 



A Dão Sul, com adegas espalhadas por várias regiões vitivinícolas, inclusivamente no Brasil, fez uma aposta arrojada e bem sucedida no Alentejo. A comprovar estão os vinhos do "Monte da Cal", nascidos da mais de uma centena de hectares espalhados pelas vastas planícies do Alto Alentejo, bem perto de Fronteira, a cerca de 35 km de Portalegre.

Aqui são privilegiados os encepamentos tintos, ocupando grande parte da área de vinha, onde se destacam as castas: Aragonez, Alicante Bouchet, Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah, Merlot e Trincadeira. Daqui nascem os vinhos "Monte da Cal", nas versões: colheita, reserva e monocastas, bem como a "Vinha Saturnino".
Das castas brancas e as mais antigas da casa podemos encontrar o Antão Vaz e o Arinto, fazendo actualmente parte do encepamento outro conjunto de castas que vêem marcando posição na escolha do produtor.


Monte da Cal 2009



Vinho de cor granada escuro com ligeiros laivos acastanhados, liberta suaves apontamentos a fumo e a frutos silvestres. Na boca revela-se bem estruturado, suave, taninos macios, destacando-se notas de compotas de frutos silvestres, e um ligeiro fumado no final de boca.
Suave, equilibrado e bem estruturado, deixa um final de boca agradável e não muito marcante.
É um vinho fácil de gostar, não demasiado complexo e macio.

Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Alfrocheiro e Alicante Bouschet

Ano: 2009

Grau alcoólico: 13,5%

Produtor: Dão Sul

Prémios: Mundus Vini 2012

Contactos:
www.daosul.com



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MONTE DA COLÓNIA | FRONTEIRA | ALENTEJO


Ao longo dos 500 hectares das vastas planícies alentejanas, situa-se o “Monte da Colónia”, projeto familiar que teve a sua génese nos anos 80.




Inicialmente dedicado à produção tradicional de azeite, o olival encontra-se disperso ao longo de 50 hectares da exploração, onde predominam as variedades Cobrançosa e Galega, sob métodos tradicionais de fabrico.


A restante área é povoada por duas manadas de vacas de raça Limousine e Limousine cruzadas de Alentejanas, acompanhadas de pequenos ovinos de raça Merino que dividem o espaço e as verdejantes pastagens alentejanas.







No início do ano 2000,pelas mãos dos filhos, António e Manuela, o “Monte da Colónia” rejuvenesce, com a modernização do lagar e a instalação de 15 hectares de vinha.

Atualmente em plena produção, as castas Trincadeira, Alicante Bouschet, Castelão, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Syrah dão corpo e alma aos vinhos do “Monte da Colónia”. Sob a experiência e dedicação do enólogo Rui Vieira, os novos vinhos marcam pela qualidade e tradicionalidade do terroir alentejano.







A dar os primeiros passos, a “Loja do Monte da Colónia” expõe e comercializa, além dos produtos da herdade, muitos outros produtos tradicionais oriundos de diversas regiões do país.



Aí podemos encontrar os azeites, na versão Virgem e Virgem extra, azeitonas em conserva, além dos vinhos: branco, tinto e rosé.






“Monte da Colónia | Branco | 2011

Produtor: Idalina Rodrigues Pereira
Casta: Arinto
Álcool: 13,5% Vol

Notas de Prova: de cor amarelo esverdeado, liberta aromas a frutos tropicais, citrinos e um ligeiro toque floral. Na boca marca pela frescura e acidez, toque untuoso, permanecendo num final de boca médio e fresco. 











Contatos:
Monte da Colónia | Vale de Seda |  7460-236 Fronteira
Alentejo | Portugal

www.montedacolonia.com


domingo, 14 de outubro de 2012

Pinga Amores | Revista de vinhos

Estava folheando a Revista de Vinhos de Outubro, e surpreendeu-me a prova sobre os vinhos do Alentejo.
Tenho um carinho muito especial por esta região bem como uma forte admiração pelos vinhos desta. Desde há muito vejo regiões ou vinhos estarem na moda, verdade é, que a região mais a Norte do Alentejo, nunca foi dada a estas coisas. Portalegre viveu durante muito tempo à sombra de todas as outras, dos seus mediáticos produtores e de uma estratégia de marketing veroz.

É com enorme prazer que vejo finalmente, críticos de vinhos, produtores e enólogos a enaltecerem as caraterísticas da região e os fantásticos vinhos que desta nascem.

Seguindo-se uma referência de João Paulo Martins na revista do Expresso de há dias, que dizia que o Alentejo era uma Terra abençoada de vinhos com especial referência para a região de Portalegre, deparo-me com mais um texto do crítico e especialista de vinhos, desta feita na revista de Vinhos do mês de Outubro.

Numa prova de vinhos do Alentejo, são alguns os que se destacam, desta nova "tão antiga" região vitivinícola.

De entre os vinhos melhores pontuados realço:



PINGA AMORES RESERVA 2009 | ROTULO PRETO | 17 Pontos

Nota do crítico: Café, cacau, frutos pretos, notas balsâmicas, ligeiro mentol, tostados, denso.
Muito fresco, boa textura, taninos macios mas firmes e bem integrados, termina longo, com especiarias a dar sedução. E melhor, este tinto apresenta 14% de teor alcoólico.






A par de grandes vinhos como o Scala Coeli, Poliphonia Signature entre outros, este tinto de Portalegre marca por um terroir de Serra que o carateriza e nos seduz.

Poderá ver mais sobre este vinho e a Senhora da Penha neste blogue.

http://janeladecheiros.blogspot.pt/2012/07/pinga-amores-e-lenda-da-serra-de-mata.html

sábado, 1 de setembro de 2012

Um FADO que é vinho!

Do produtor Terras D'Alter, com propriedades em Fronteira e Alter do Chão, nasce o FADO, um fado que não se canta mas que encanta quem o prova.

Elaborado com base em castas tradicionais alentejanas, o FADO branco de 2011, apresentou-se de tons amarelo citrinos e aspeto brilhante. Os aromas libertados são marcadamente a frutos tropicais, destacando-se o ananás e um toque de banana, acompanhado de um citrino limão que lhe confere frescura e acidez. Na boca revelou-se menos ácido que nos aromas, a fruta mais discreta e uma envolvente mais redonda. De frescura mediana, é no seu geral um vinho equilibrado, macio e de persistência mediana.

Produtor: Terras D'Alter
Ano: 2011
Vinho: Branco
Região: Alentejo

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

LIMA MAYER | UM CHATEAU NO ALENTEJO



A poucos dias da vindima, a Janela de Cheiros visitou mais uma vez a Lima Mayer e Companhia.

Desta feita, provámos alguns dos novos vinhos: o Lima Mayer rosé, o Petit Verdot e uma nova surpresa da empresa que, por estar ainda guardada no segredo dos Deuses não iremos revelar, por enquanto.








O rosé de 2011, elaborado com base na casta Aragonez, revelou-se límpido de aspecto e de uma tonalidade rosa avermelhado. De aromas frescos a fruta verde, sobressaem notas de morango, cereja e algum vegetal. Fresco e acídulo quanto baste, na boca é bastante agradável, perfeito para nos acompanhar nas tardes mais quentes deste verão.

Ano: 2011
Casta: Aragonez







O Petit Verdot... bem o Petit Verdot deixa-nos sem palavras. Após estagiar durante alguns meses em barricas novas de carvalho francês, este vinho, retinto de cor, de tons vermelho escuro, quase azulado, libertas fortes aromas a frutos vermelhos, como a amora, a ameixa, fazendo-se acompanhar de um bouquet floral, bastante agradável.

Na boca é um vinho extremamente macio, equilibrado, com alguns taninos que lhe dão vida e complexidade.

De elevada persistência, deixa uma agradável sensação de frutos muito maduros, compotas, apontamentos de baunilha e uma elevada promessa de um agradável amadurecimento.

Ano: 2008
Casta: Petit Verdot


Aguardaremos pelas novas colheitas que, segundo nos relataram, Thomaz Lima Mayer e a  enóloga residente:Teresa Serra, esta nova colheita promete!

domingo, 15 de julho de 2012

Pinga Amores e a lenda da Serra de Mata Mouros


      


Dita a lenda que, na serra de Mata Mouros, atualmente conhecida como Serra de Mata Amores-Serra da Senhora da Penha, vivia uma princesa moura de inigualável beleza e elegância. Isolada no interior da serra a princesa aparecia nas manhãs de São João, descendo a serra com uma cesta de uvas na cabeça, encantando todos os que com ela se cruzavam, fazendo-os desaparecer, para nunca mais serem vistos.

É nestas mesmas encostas, que anteriormente abrigaram a princesa moura, que atualmente estão instaladas as vinhas da Senhora da Penha.

Propriedade de Rui Filinto Fernandes em parceria com o enólogo Celso Pereira, a Senhora da Penha, detém 7 hectares de vinha, berço do Pinga Amores.

As vinhas, dispostas ao longo das ingremes encostas da serra, são compostas unicamente por castas tintas. Numa perfeita comunhão entre as castas portuguesas, Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional e as mediáticas internacionais Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, a vinha é gerida sob rigorosas técnicas vitivinícolas, preservando as caraterísticas e expressão máxima de cada uma das variedades.

A serra confere-lhe a frescura e tipicidade de um terroir único, de um Alentejo mais elevado, mais denso e biodiverso. Num ponto alto, onde a terra toca o céu, as temperaturas são mais amenas, a brisa flui, o tempo passa devagar e aos poucos, mês após mês, podemos deliciar-nos, com o renascimento anual da vinha.

É desta aliança, entre o Homem e a Natureza, que nasce o Pinga Amores, nas categorias de Colheita e Reserva.

O Pinga Amores Colheita 2009, resulta da conjugação das melhores uvas, numa conjugação entre Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Trincadeira. Apresenta-se de cor rubi carregado, diria mesmo profundo, libertando suaves aromas a frutos silvestres, amoras, framboesas e um toque discreto e bem conjugado a madeira. Com a evolução as notas evoluem para compotas de ameixa e frutos silvestres, abaunilhados e um ligeiro toque de especiarias. Na boca revela-se macio, estruturado, encorpado de taninos suaves e delicados, deixando uma suave sensação de satisfação.
O Pinga Amores Reserva 2009, é elaborado a partir das castas Syrah e Touriga Nacional. De grande frescura, os aromas vão-se libertando sucessiva e lentamente ao longo da prova. Desprendendo nuances de fruta madura- compotas de frutos vermelhos, um ligeiro vegetal evoluído, termina com suaves laivos abaunilhados e tostados. Na boca é estruturado, sedoso, de acidez equilibrada e delicadeza de taninos, antevendo uma boa evolução.



Da princesa moura há muito que nada se sabe, mas a mim parece-me que, desta feita, foi a princesa moura que se encantou com o Pinga Amores, se refugiou nas encostas da serra e espera pacientemente a cada ano, por uma nova colheita. A todos vós sugiro que contemplem a Serra e se deixem seduzir pelo Pinga Amores.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ALTAMIRA


                                                                                                                                            

Dizem que “gaivotas em terra é sinal de tempestade”! Vindo de alto mar, Armando Carvalho atracou o seu navio bem no cume da serra de S. Mamede, e partilha com a ondulação serrana o tempo e a arte das suas marés: pintura, miniaturismo e produtor de vinho, provocando uma tempestade de respeito e admiração.
O comandante navega agora por terra firme, conduzindo o seu leme pela ingreme encosta da serra, onde instalou a sua vinha e a sua vida.
Com apenas meio hectare, dividida em diferentes patamares, estão instaladas as tradicionais castas alentejanas: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. Adaptadas às reconhecidas e excelentes condições da serra, tratadas delicadamente como se de um jardim se tratasse, exprimem a verdadeira essência desta terra.
Desta nasce um tinto de cor granada carregada, não muito límpido, deixando a descoberto a sua verdadeira essência e os métodos de produção tradicionais, libertando suaves aromas frutados de frutos vermelhos e vegetal. Na boca é estruturado, equilibrado, de taninos suaves, com um agradável final de boca.
O rosé veste-se de tonalidades rosa-alaranjada, límpido e fresco. Desprendendo suaves aromas vegetais e um frutado muito discreto. É macio e equilibrado na boca, permanecendo uma sensação de frescura, ideal para as quentes tardes de Verão que se avizinham.
Uma produção totalmente artesanal, de dois vinhos com carácter e expressão, que homenageiam generosamente a tradição caseira, e a produção local de vinhos.

Até breve e …bons vinhos!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA


 Integrado no curso de certificação de técnicos em Produção Integrada de vinha, o grupo da PRODI, partiu rumo à Fundação Eugénio de Almeida- FEA-Évora. 
Com o objetivo de visitar um produtor que respeitasse e cumprisse as normas de Produção Integrada de Vinha, a escolha recaiu sobre a FEA, empresa que há muito vem sendo referência para técnicos, produtores e consumidores.
 Pelo respeito e conservação do saber tradicional, aliado às mais avançadas técnicas vitícolas: rega, controlo de infestantes e fitossanidade da videira, a FEA, assume um compromisso de produção de vinhos de elevada qualidade, respeitando a natureza, que generosamente lhe oferece as melhores condições de solo e clima.
Ao longo dos seus 450 hectares de vinha, todos os trabalhos são planeados e executados de forma criteriosa, com a finalidade de obter a máxima expressão das castas que assentam sobre estes generosos solos. Maioritariamente compostas por castas nacionais, cerca de dois terços são compostos por variedades tintas, onde se destacam as autorizadas para a produção de DOC Alentejo para a região de Évora: Aragonez, Trincadeira, Castelão e Tinta Caiada. Nas brancas, predominam as tradicionais Síria (Roupeiro), Antão Vaz e Arinto.
Destacando-se pela diferenciação e consciência, de que uma agricultura conservadora é sem dúvida uma mais-valia para esta natureza, que a cada ano nos presenteia com produtos de elevada qualidade, a FEA encontra-se em processo de reconversão para agricultura biológica, tendo atualmente cerca de 45 hectares mantidos sob este método de produção.
Após visita às várias vinhas da FEA a tarde espreita e o calor aperta, fazendo-nos lembrar que está na hora de descansar um pouco.



Termina visita às vinhas, mas não à FEA!
Assim deslocamo-nos ao wine bar da FEA, onde nos deliciamos com um refrescante e agradável “Espumante Bruto- Cartuxa” de 2009.




“Espumante Bruto- Cartuxa” de 2009- Elaborado exclusivamente a partir da casta Arinto, seguindo o método tradicional e posterior estágio em madeira, apresenta-se fino, elegante e equilibrado. Com aromas que fazem lembrar os lacticínios, destacam-se notas de frutos secos e madeira. Na boca “brincamos com as bolhinhas” e deliciamo-nos com as agradáveis nuances a frutos secos.




Entre uma tábua de queijos e enchidos regionais, eis que aparece na mesa o Cartuxa tinto 2008. Adormecidas durante 8 meses no interior da garrafa, as castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet despertam agora numa nova atmosfera. Damos-lhe um tempinho para que possam “respirar”! Libertados os aromas, sentimos suaves apontamentos de frutos vermelhos, acompanhados de uns discretos tons de vegetal. Equilibrado, suave e delicado prolonga-se num agradável final de boca tostado, reflexo do seu estágio em madeira de carvalho.


A tarde termina e é chegada a hora de partir!
O nosso muito obrigado à FEA pela disponibilidade e simpatia com que nos recebeu!

Sobre a Fundação Eugénio de Almeida

Fundada em 1963 pelo Engª Vasco Maria Eugénio de Almeida, a FEA é uma instituição de direito privado e utilidade pública que tem como missão promover o desenvolvimento cultural, social e educativo da região de Évora.
Na sua vertente agrícola a FEA é constituída por diferentes propriedades, produzindo vinhos e azeite, sob denominação de Évora- Alentejo.

Quinta de Valbom




A antiga adega, originalmente Casa de repouso da Companhia de Jesus, é atualmente centro de estágio dos vinhos da FEA.
É também aqui que, desde 1598, no Convento de Santa Maria de Scala Coeli, os monges Cartuxos levam uma vida de solitária de reflexão e oração. Por vezes quando o silêncio se instala dos trabalhos da adega, podemos ouvir os seus cânticos, suaves, harmoniosos que nos remetem a fantasias de outros tempos e locais.
Foi em homenagem aos Monges Cartuxos e ao Convento de Santa Maria Scala Coeli (“escada para o Céu”), que a Fundação apelidou os seus memoráveis vinhos de: Cartuxa e Scala Coeli.
Mais recentemente a Quinta do Valbom é polo de enoturismo, cativando os seus clientes e visitantes com a abertura do Wine Bar. Espaço agradável, simples, elegante onde se podem provar os vinhos e azeites da fundação.

Herdade de Pinheiros

Aqui a paisagem perde-se de vista pelas vastas tonalidades acastanhadas que contrastam com o verde das vinhas.


A Herdade de Pinheiros é agora terra mãe da nova adega. Estrutura majestosa, moderna e extremamente bem equipada, faz face aos 3 milhões de garrafas que a FEA produz anualmente.
Construída a 7 metros de profundidade e equipada com um sistema de frio integral, a adega permite a movimentação e transferência de massas, totalmente por gravidade. O sistema de refrigeração e triagem das uvas encontra-se dividido em várias fases, permitindo uma escolha efetiva das uvas de melhor qualidade.

Marcas

As marcas disponíveis no mercado são: Pêra-Manca, Scala Coeli, Cartuxa, Foral de Évora, EA e o primeiro espumante DOC do Alentejo-Espumante Cartuxa.





domingo, 22 de abril de 2012

TERRENUS VERITAE




Situada numa das mais privilegiadas regiões do Alentejo, Besteiros, freguesia de Alegrete, Concelho de Portalegre, dá berço a este novo projecto. Integrada no seio do Parque Natural da Serra de S. Mamede, onde a biodiversidade, a poli cultura e os métodos de agricultura tradicionais, pintam um quadro de um Alentejo profundamente rural.
As grandes propriedades alentejanas, divididas em parcelas, a que chamavam de “folhas”, foram-se rendilhando e dividindo ao longo dos tempos, originando pequenas explorações que ainda hoje respondem pelo seu nome. A Folha do Meio é originária deste processo de divisão, envolta actualmente pelos densos povoamentos da serra, olival tradicional e pequenas hortas e pomares familiares, reporta-nos a outros tempos, vivências e experiências.
É neste contexto de ruralidade, de um Alentejo interior, de uma natureza pura e terrenos únicos, que nasce a Terrenus Veritae. Produzimos vinhos singulares, lacrados a simplicidade, tipicidade e qualidade, resultado de uma perfeita aliança entre as mais tradicionais técnicas de produção vitícola à mais cuidada tecnologia.

A VINHA
Integrada numa paisagem biodiversa, assente em solos de xisto e clima temperado, reúne excelentes condições de maturação da uva, de forma lenta e graciosa, típica desta região do Alentejo.
Ocupando uma área de 8 hectares, as vinhas, integralmente de sequeiro, distribuem-se em pequenas parcelas com idades entre os 10 e 40 anos. Maioritariamente composta por castas tintas, destacam-se as tradicionais Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, acompanhadas de uma pequena percentagem de Touriga Nacional e Syrah. O encepamento branco é composto pelas castas Arinto e Fernão Pires, conferindo aos nossos vinhos um carácter floral e frutado sem nunca perder a frescura, acidez e vivacidade, que a altitude da Serra lhe proporciona.

OS VINHOS
Sob a experiência e assinatura de Paolo Nigra, os vinhos Folha do Meio são vinificados na Adega Quinta da Queijeirinha, seguindo os mais elevados padrões de qualidade.
Totalmente equipada com as mais modernas tecnologias, as fermentações dos tintos decorrem em balseiros de carvalho, seguindo para as cubas de inox ou paras as barricas de carvalho francês, onde decorrerá o período de estágio.
Os brancos, vinificados em cubas de inox, no interior das câmaras frigoríficas, com total controlo de temperatura, permitem manter a acidez e os refrescantes aromas dos vinhos desta peculiar região do Alentejo.

FOLHA DO MEIO RESERVA 2009
Castas
Touriga Nacional, Syrah, Alicante Bouschet, Aragonez
Estágio: 12 meses barricas de Carvalho Americano e Francês

Notas de Prova
De cor granada escuro com laivos acastanhados, encerra em si suaves aromas a compota de frutos vermelhos, destacando-se a ameixa e framboesa. Mais tímidos espreitam de seguida tons herbáceos acompanhados de uma ligeira nuance a madeira. Na boca revela-se macio, equilibrado, de corpo médio, taninos macios e bem conjugados. Aqui os perfumes tornam-se mais densos, mais doces e evoluídos, onde o suave perfume a madeira e  fumo interagem de forma graciosa com os sabores doces de compotas de frutos vermelhos.



FOLHA DO MEIO TINTO 2009
Castas
Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet

Notas de Prova
De cor granada, aberto e aspecto límpido, tem um perfil aromático marcadamente frutado, onde sobressaem os frutos vermelhos maduros, ameixa e framboesa. Mais discretos vão-se libertando suaves notas herbáceas acompanhadas de ligeiras nuances a madeira. Na boca revela-se macio, equilibrado, de taninos vivos, bem integrados, que lhe conferem robustez e vivacidade.







FOLHA DO MEIO BRANCO 2009
Castas
Arinto, Fernão Pires

Notas de Prova
De cor amarelo citrino e aspecto brilhante, representa a perfeita ligação entre a Arinto e a Fernão Pires. Da primeira herdou o corpo, a estrutura e suavidade, da segunda, os intensos aromas florais que liberta intensamente, sem nunca perder a frescura e a acidez que nos remete aos citrinos. Na boca apresenta-se fresco, untuoso, macio e volumoso. De uma acidez controlada que lhe confere vida e frescura, permanece num longo final de boca intenso e floral.

domingo, 11 de março de 2012

Tapada de Chaves – A emoldurar o Alentejo




Uma das mais antigas adegas de Portalegre, a Tapada de Chaves iniciou a sua produção de vinhos há de 85 anos, com a instalação de algumas das suas vinhas, existentes até aos dias de hoje.



Preservando a qualidade e a tipicidade a que já habituou os consumidores, com a manutenção de algumas das suas quase centenárias vinhas e os tradicionais métodos de vinificação, tem ao longo dos anos, lacrando o seu nome nos mercados mundiais.









Actualmente a Tapada de Chaves detém cerca de 28 hectares de vinha com idades que variam entre os 15 e 85 anos. Co-habitando brancas e tintas as parcelas quase centenárias emolduram um quadro de tipicidade que nos remete ao antigamente. Preservando as castas tradicionais da região, a reestruturação das que, pela idade não aguentaram os longos ciclos de podas e vindimas, foram dando espaço a novas instalações, com sistemas de condução em cordão bilateral mas, mantendo o património vitícola da região.


Os encepamentos, maioritariamente tintos são constituídos pelas variedades Trincadeira, Aragonez, Castelão, Alicante Bouschet,com uma pequena percentagem de Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, ocupando no total cerca de 22 hectares da exploração vitícola. As brancas de menor expressão revestem 6 hectares, distribuídos pelas castas Fernão Pires, Arinto e Antão Vaz com uma pequena pitada de Roupeiro, conhecida na região pelos mais antigos como Síria.

As mais antigas, em sistema de taça, de sequeiro e produtividades extremamente baixas são o ex-libris da Tapada de Chaves. Frágeis mas maduras, pouco produtivas mas de excelente qualidade, onde a quantidade dá verdadeiramente espaço a uma qualidade e tipicidade inigualável, deram nome e corpo ao vinho Tapada de Chaves Vinhas Velhas.


Resultante de um lote criteriosamente escolhido das castas Trincadeira e Aragonez o Reserva estagia durante 8 meses em barricas de carvalho francês e amadurece mais 6 meses em garrafa. É um vinho volumoso, encorpado, estruturado, rico em aromas a compota, madeira, vestido de granada com laivos acastanhados, no qual se funde o aroma a chocolate e a baunilha.

Das vinhas mais recentes são produzidos os restantes Tapada de Chaves - Reserva tinto, elaborado com base nas castas Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, com estágio em madeira e garrafa, apresenta-se de cor granada escuro, profundo de onde se desprendem suaves aromas a frutos vermelhos, frutos silvestres, fazendo-se acompanhar de ligeiras nuances de madeira. Na boca é estruturado, encorpado e equilibrado, com ligeiros toques de taninos ainda vivos, antevendo um grande potencial de envelhecimento.

O Tapada de Chaves Branco nasce da perfeita conjugação entre as castas Arinto, Fernão Pires e Antão Vaz. Um perfeito casamento que reúne os intensos aromas florais da Fernão Pires, aliado ao corpo e estrutura do Antão Vaz e aos aromas frescos e densos da casta Arinto.
Vestido de cor palha com laivos citrinos, liberta intensos aromas florais e frutados, onde se destacam o ananás e o limão, lembrando frescura e vivacidade. Na boca deixa uma sensação de frescura, e acidez revigorante, encorpado e bem estruturado.

Aliando as tradicionais técnicas de produção com a inovação a Tapada de Chaves foi a primeira adega no Alentejo a produzir espumante. Resultado de um saber-fazer reconhecido da Murganheira, o espumante Tapada de Chaves é elaborado segundo o método clássico, apresentando-se de elevada elegância, delicadeza e subtileza.





A adega equipada com tecnologia moderna, permite aliar as tradicionais técnicas de vinificação às mais modernas tecnologias, garantindo qualidade e tipicidade aos seus vinhos. Pela sua estrutura e construção permite que, quase a totalidade dos trabalhos seja feita por gravidade, evitando operações de prensagem e bombagem excessiva, extraindo da uva apenas o que beneficia o vinho.




Porque a tradição é valor a preservar, porque o futuro faz-se no presente, porque as coisas realmente importantes levam tempo a acontecer, a Tapada de chaves, veste os seus vinhos de uma nova imagem. No ano Internacional das Florestas, ano em que cumulativamente o Sobreiro é considerado Árvore Nacional de Portugal, a Tapada de Chaves faz a sua homenagem a esta frondosa árvore, como sinal de respeito pela natureza e pela árvore que, a cada dia veda os seus vinhos, permitindo-lhe uma maturação e evolução digna. Sinalizando os veios de corte do sobreiro, as figuras estilizadas distribuem-se ao longo do rótulo e cápsula de uma forma graciosa e cuidada, resultando numa imagem elegante e fina.



Tipicidade, qualidade, singularidade marcam desde há muito os vinhos Tapada de Chaves.