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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os Aromas da Arinto /Pedernã

Presente em quase todas as regiões de Portugal, a Casta Arinto, responde por vários nomes em função da região. Na região de Bucelas, , revelou-se uma casta de estrema importância e notoriedade produzindo vinhos de elevada acidez, cor citrina e marcadamente florais e frutados.
 Na região dos vinhos verdes, conhecida como Pedernã, manifesta-se discreta nos seus aromas, apresentando nuances que variam entre a maçã verde, a lima ou limão acompanhada de um suave toque de mineralidade.
No Alentejo a casta revela-se com uma acidez estimulante, ideal para contrapor as elevadas temperaturas que, por diversas vezes retiram esta característica às suas castas, é ideal para lotear vinhos.
Confere aos seus vinhos um caráter aveludado, bem estruturado e de acidez elevada. Os seus aromas remetem-nos para a maçã verde, lima e limão, acompanhados de um toque vegetal. Em condições particulares pode emitir notas de frutos exóticos, fazendo lembrar o maracujá, elevando-a para o estrelato e, fazendo dela, ideal para a fermentação e estágio em madeira.





Os aromas da Antão Vaz


Uma das castas brancas com maior relevância na região do Alentejo, a Antão Vaz, nasceu e cresceu nesta zona. Embora sem certezas sobre a sua origem, facto é que faz parte da maioria dos encepamentos alentejanos, com maior incidência em Évora e Vidigueira.
Conhecida e adorada por todos, promove elevadas produções e forte resistência a doenças, indicando que o Alentejo é a sua casa. É aqui que se expressa na sua totalidade, conferindo aos seus vinhos, um agradável perfume, estrutura, firmeza e corpo.
Em condições adversas, esta casta, pode pontualmente, apresentar falta de acidez, que é sabiamente recomposta pela conjugação do blend Arinto e Roupeiro, podendo novamente expressar o seu agradável perfil aromático.
Enquanto “monocasta”, a Antão Vaz exibe notas aromáticas a fruta tropical madura, casca de tangerina e algumas nuances minerais que, em condições favoráveis insinua boa apetência para o envelhecimento em barricas de carvalho.



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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas- Antão Vaz


Antão Vaz

 Uma das castas brancas com maior relevância na região do Alentejo, a Antão Vaz, nasceu e cresceu nesta zona. Embora sem certezas sobre a sua origem, facto é que faz parte da maioria dos encepamentos alentejanos, com maior incidência em Évora e Vidigueira.
Conhecida e adorada por todos, promove elevadas produções e forte resistência a doenças, indicando que o Alentejo é a sua casa. É aqui que se expressa na sua totalidade, conferindo aos seus vinhos, um agradável perfume, estrutura, firmeza e corpo.
Em condições adversas, esta casta, pode pontualmente, apresentar falta de acidez, que é sabiamente recomposta pela conjugação do blend Arinto e Roupeiro, podendo novamente expressar o seu agradável perfil aromático.
Enquanto “monocasta”, a Antão Vaz exibe notas aromáticas a fruta tropical madura, casca de tangerina e algumas nuances minerais que, em condições favoráveis insinua boa apetência para o envelhecimento em barricas de carvalho.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

domingo, 29 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas - Touriga Franca


Touriga Franca


Casta de eleição para a produção dos vinhos do Porto e Douro, a Touriga Franca, também conhecida como Touriga Francesa, encontra-se sediada, no Douro e Trás-os-Montes. Conhecida pela sua consistência produtiva e fácil cultivo, estendeu-se para outros territórios, podendo actualmente ser encontrada na Bairrada, Estremadura, Setúbal e Ribatejo.
Produz vinhos carregados de cor, encorpados, libertando aromas que sugerem os frutos e flores silvestres, ideal para abraçar um vinho do Porto conjuntamente com a Tinta Roriz (Aragonez) e/ou Touriga Nacional.


Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

sábado, 28 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas - Alvarinho


 Alvarinho

 Conhecida pelo seu perfil extremamente aromático, a casta Alvarinho, preenche a região dos Vinhos Verdes, mais precisamente Melgaço e Monção, conferindo a esta região, a bem merecida fama dos primeiros vinhos monovarietais provenientes desta casta.
Bastante antiga e de qualidade reconhecível, a casta Alvarinho é conhecida pela sua baixa produtividade que, compensa com as exuberantes notas aromáticas que a caracterizam, imputando aos seus vinhos um perfil floral de tília, erva-cidreira, madressilva, pêssego, toranja e maçã.
Produz vinhos equilibrados, estruturados, teor alcoólico elevado e, de uma acidez estimulante e fresca, factores que levaram a que se estende-se nos últimos anos para as regiões de Setúbal e Estremadura.

Adaptado de "Aromaster"  para as castas portuguesas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas - Alfrocheiro




  Alfrocheiro

Considerada de forma consensual, como uma casta de elevada qualidade, o Alfrocheiro, desde há muito que inunda a região do Dão, região que lhe reconheceu valor, no entanto, pelas condições climáticas, não é a região a que a casta melhor se adapta.
De maturação muito precoce e, infelizmente bastante sensível a doenças, como o oídio, podridão e escoriose, o Dão não lhe conferia as melhores condições de adaptação. Decide então, pelo entusiasmo de alguns enólogos, viajar pelo país, estendendo-se às regiões de Palmela, Ribatejo e Alentejo.
É mais a Sul, nas quentes planícies da paisagem alentejana, que a casta encontra a sua casa. Solos na sua generalidade pobres, escassez de água e elevadas temperaturas, permitem ao Alfrocheiro uma maturação perfeita, com altas concentrações de substâncias corantes, ricas em aromas e taninos suaves, nascem vinhos encorpados, carregados de cor, estruturados e medianamente alcoólicos.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas- Trincadeira


Marca presença em quase todas as regiões de Portugal mas, é no Alentejo sob o nome de Trincadeira e, no Douro onde lhe chamam Tinta amarela, que tem maior incidência.
Conhecida pelas dificuldades que apresentam anualmente a quem a produz, a Trincadeira, de cachos grandes e fechados é extremamente sensível à podridão, de folhas grandes e numerosas impede a circulação de ar ao redor do cacho, favorecendo o desenvolvimento do fungo. Trabalhosa mas, se bem conduzida, generosa, a Trincadeira privilegia solos pobres, escassez de recursos hídricos e vegetação condicionada. É sob estas condições que revela as suas potencialidades oferecendo-nos vinhos elegantes, equilibrados, de uma acidez perfeita, taninos equilibrados e exuberante de aromas a ameixa, amora e algumas nuances de vegetal. Pode dar corpo a vinhos de lote ou, se na seu apogeu, como monocasta marcante e, com grande capacidade de envelhecimento.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A que cheiram as nossas castas - Aragonez


  Aragonez

Talvez a casta com maior representatividade no Alentejo, o Aragonez é disputado entre Portugal e Espanha, sendo que a sua origem é efectivamente espanhola, onde responde pelo nome de Tempranillo (na região de Rioja). São-lhe conhecidas outras sinonímias, quer do lado de Espanha (Cencibel em La Mancha, Tinta de Toro em Toro, Tinto Fino em Ribera del Duero e Tinta de Madrid em Madrid), quer em Portugal, como é o caso do Dão e Douro onde é conhecida por Tinta Roriz e em Lisboa, onde responde por Abundante. Fazendo parte da maior parte dos encepamentos para o Vinho do Douro e Porto, revela-se uma casta de grande aptidão vitícola e enológica.
No Alentejo, o Aragonez faz parte da maioria dos encepamentos da região, manifestando as suas melhores características e capacidades produtivas. Abundante de nome e de produtividade o Aragonês agrada a todos, pela já referida capacidade produtiva, pela excelente adaptação ao clima e solos do Alentejo, retribui o berço, oferecendo-nos vinhos extremamente elegantes e frutados, macios, equilibrados e de elevada capacidade de guarda. Excelentes vinhos de lote mas, com um comportamento irreprimível em monovarietais onde, expressa a sua individualidade com aromas a ameixa madura, notas de especiarias e um ligeiro herbáceo, evoluindo para aromas de compotas, baunilha, café e fumo.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

A que cheiram as castas portuguesas - Touriga Nacional


Touriga Nacional


O fenómeno Touriga Nacional, tem nos últimos anos levado uma casta que, após filoxera perdeu um pouco do seu encanto, ao estrelato das castas nacionais mais cobiçada internacionalmente.
Resultante de um melhoramento genético, que corrigiu a fraca e inconsistente produtividade da Touriga Nacional, esta aparece novamente no cenário vitícola com comportamento singular, apreciada por quase todos, a Touriga Nacional deixa as suas regiões de origem, Dão e Douro, para se espalhar um pouco por todo o lado, desde o norte ao Algarve, desde Portugal a Espanha, África do Sul, Austrália e Califórnia.
Intensa na cor, de personalidade forte e marcante, aromaticamente exuberante, a Touriga tem despertado a curiosidade de viticultores e enólogos. Também conhecida como Preto de Mortágua, Mortágua, Tourigo antigo e Tourigo, já não há nome que a não identifique com a famosa Touriga Nacional. Chegou para ficar, veio brindar-nos com vinhos marcantes, carregados de cor, libertando por onde passa, aromas frutados, florais, trazendo vinhos equilibrados, alcoólicos de excelente capacidade de envelhecimento.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas