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domingo, 17 de março de 2013

VIRGO- A SIMPLICIDADE E ESSÊNCIA DO ALENTEJO



Situada em Santo Aleixo, Concelho de Monforte, a exploração Torre do Frade abraça (entre a totalidade de explorações do produtor) cerca de 3000 hectares do Alentejo.
Uma exploração de carácter puramente familiar, é extremamente versátil, diversa e actual, sem nunca esquecer as raízes familiares dos seus antepassados e de uma agricultura que, em 1839 era quase na sua totalidade auto sustentável.  Os tempos mudaram, a sociedade caminhou para especializações e monoculturas perdendo-se em muito a sustentabilidade das explorações agrícolas existentes por todo o país.
Contrariando essa tendência e conjuntura a Torre do Frade aposta na diversidade e sustentabilidade de todo o espaço rural, desde a produção de cereais: trigo, cevada, aveia, milho e girassol à produção extensiva de suínos e bovinos que tranquilamente pastam ao longo do montado de sobro.

A vinha foi uma aposta mais recente e, deixem-me dizer uma feliz aposta. Costuma dizer-se que quando imprimimos paixão e dedicação aos nossos projectos estes tendem a correr da melhor forma, o sucesso é apenas uma parte do gosto que retiramos dele.





Se a tradição se pode aliar à inovação este é um bom exemplo. O conceito MAKE THE MOMENT, remete-nos para uma experiência única, pessoal e intransmissível. O seu rótulo branco, destacável, convida a todos os provadores a registar as emoções, sensações e experiências vividas durante o momento da prova. São essas experiências transcritas para o papel, em forma de desenhos ou palavras que vão constituir a imagem, sempre em mutação do VIRGO, que provamos.









A vinha composta pelas castas: Arinto, Viognier e Antão Vaz compõem o encepamento branco que dá origem aos vinhos: VIRGO E TORRE DO FRADE VIOGNIER. As tintas: Trincadeira, Alicante Bouschet, Aragonez e Syrah dão corpo e alma ao: VIRGO e TORRE DO FRADE RESERVA.





VIRGO branco

De cor citrina o Virgo liberta aromas cítricos conjugados elegantemente com um toque floral proveniente do Viognier. Mais discretamente são libertadas suaves fragrâncias tropicais fazendo lembrar o abacaxi.
Na boca é aveludado, encorpado e extremamente equilibrado. Sobressaem os aromas citrinos e florais deixando um final de boca bastante agradável.

Castas: Arinto, Viognier e Antão Vaz
Ano: 2011
Álcool: 13%









VIRGO tinto

Vestido de granada intenso com laivos violeta, escorrega lentamente ao longo das paredes do copo, libertando suaves aromas a frutos vermelhos, destacando-se as amoras, cerejas e ameixa. Na boca é macio, leve, com taninos bem incorporados num todo bastante agradável.

Castas: Syrah, Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet
Ano: 2010
Álcool: 12,5%



TORRE DO FRADE VIOGNIER


De cor amarelo palha, estrutura intensa é dotado de uma acidez que lhe dá vida. Ao contrário do que previa, os aromas florais não predominam neste vinho, sobressaindo notas citrinas de frescura e vivacidade e suaves apontamentos de frutos de polpa branca. É extremamente encorpado, oleoso e sedoso na boca. O final de boca caracteriza-se por uma enorme frescura e persistência, denotando aqui algumas notas de frutos secos, ainda que muito discretas, muito provavelmente oriundas da madeira. Bastante agradável, bem estruturado e equilibrado.

Castas: Viognier
Ano: 2011
Álcool: 13%





TORRE DO FRADE RESERVA tinto

Brevemente publicaremos as notas de prova

domingo, 3 de março de 2013

DONA DORINDA | SYRAH 2011

Há coisas assim, que nascem como que abençoadas desde o início.



A começar pelo nome, a Quinta "Nossa Senhora da Conceição", é abençoada desde o baptismo, até à sua localização. Situada às portas do "Céu", com os Monges Cartuxos como vizinhos, a quinta assenta em solos alentejanos, mesmo à saída de Évora. De lá avista-se a cidade, ouvem-se os monges na sua oração, e ainda se avista todo o esplendor de céu que a nossa vista alcança.

Integrada no curso de Agricultura Biológica, a visita à Quinta deixou-me maravilhada. As práticas de agricultura biológica, integradas sempre que possível com Agricultura biodinâmica, revelaram-se uma verdadeira experiência de novas, ou ancestrais melhor dizendo, técnicas de produção, visando sempre a preservação da natureza como um seu todo. A diodiversidade, a escolha de variedades tradicionais no pomar recém instalado, bem como a sua horta, com os legumes mais propícios à época, permitiram a todos os que a visitaram desmistificar, para quem ainda é reticente a estas práticas, o conceito e a prática de uma agricultura, que aos poucos vem ganhando espaço numa tentativa de corrigir erros e praticar uma agricultura mais saudável e mais próxima do "divino".








Alinhada com as estrelas, a vinha com cerca de dois hectares, encontra-se instalada em forma de "meia-lua", chamando a si as boas energias que o Universo tem para nos oferecer.

E deixem-me dizer-vos que, a comprovar toda esta ligação, conectividade, energia e proximidade com a "Terra", está o vinho "Dona Dorinda". Do ano de 2011 este monocasta de syrah é estrondoso!

Um vinho encorpado de cor ruby escuro, carregado e profundo, liberta inebriantes aromas a frutos silvestres, amoras e bagas vermelhas, um sedoso toque abaunilhado, tudo isto conjugado com estrema elegância e equilíbrio. Sobressaem ainda notas a especiarias e na boca, bastante volumoso, sedoso onde o vegetal ainda se encontra presente. Neste caso vou arriscar dizer que com apenas 2 anos de idade este vinho promete e a idade irá certamente amadurecê-lo e torná-lo num ícone.

Será apenas engarrafado neste ano e infelizmente, penso que não o voltarei a provar, uma vez que a sua comercialização se destina exclusivamente ao mercado dos Estados Unidos, terra-mãe dos proprietários do Valbom do Rouxinol, denominação social da empresa.

A quem o encontrar recomendo vivamente que não perca a oportunidade de o provar.

Dados:
Dona Dorinda 2011
Casta: Syrah
Alcool: 16%
Designação: Regional Alentejano

Empresa: Valbom do Rouxinol, Lda
Morada: Quinta Nossa Srª da Conceição | 7000 Évora | Alentejo | Portugal
Contacto: v261076@gmail.com


Da minha parte, fica desde já um muito obrigado por esta visita  e despeço-me com um ATÉ BREVE!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Herdade das Servas celebra aniversário com “Prova de Excelência” e “Visitas” gratuitas



É já na sexta-feira, dia 15 de Fevereiro, que a família Serrano Mira celebra o 14.º aniversário do projecto Herdade das Servas, em Estremoz, no Alentejo. E porque a vertente do enoturismo foi, desde sempre, uma aposta deste produtor, a efeméride vai ser assinalada com um dia de “portas abertas”, em que as “Visita[s] à Adega e Cave de Envelhecimento” e as “Prova[s] de Excelência” vão ser gratuitas.

No que toca à actividade “Prova de Excelência” – que consiste na degustação de vinhos de topo da Herdade das Servas, nomeadamente do mais recente lançamento, o ‘Herdade das Servas Vinhas Velhas tinto 2009’, feita na companhia do enólogo Tiago Garcia que fará uma explicação detalhada do que está na base da criação de cada vinho – vão existir duas sessões, uma de manhã, às 11h00, e outra à tarde, com início às 14h30. Cada prova comporta apenas a inscrição de seis pessoas.

Para eleger os 12 privilegiados, a Herdade das Servas vai promover um passatempo na sua página de Facebook, a decorrer entre os dias 06 e 12 de Fevereiro, sendo anunciados os vencedores nos dias seguintes (13 e 14). Os participantes deverão criar e escrever no mural da Herdade das Servas uma frase criativa que contemple as palavras “Herdade das Servas” e “Prova de Excelência”, indicando qual o horário para o qual se inscrevem. As doze frases mais criativas (seis com indicação do horário da manhã e seis com indicação do horário da tarde) ganham assim a possibilidade de participar nas “Prova[s] de Excelência” do dia 15. A selecção é feita pela equipa da Herdade das Servas, podendo a escolha ter uma componente subjectiva.

Para todos os que queiram visitar a adega e cave de envelhecimento da Herdade das Servas, poderão fazê-lo de forma gratuita no dia de aniversário. Agradece-se, se possível, a marcação prévia. As visitas podem ser feitas entre as 09h00 e as 12h00 e das 14h00 às 17h00.

Sobre a Serrano Mira – Sociedade Vinícola, S.A. | Herdade das Servas
A família Serrano Mira é uma das mais antigas na produção de vinho na região do Alentejo (remonta ao ano de 1667). Carlos e Luís Serrano Mira são os actuais proprietários e administradores da Serrano Mira - Sociedade Vinícola, S.A. | Herdade das Servas, que zela por um património vinícola de 220 hectares, dividido em quatro vinhas: Azinhal, Judia, Monte dos Clérigos e Servas. A idade das vinhas está compreendida entre os 20 e os 60 anos, com excepção da vinha das Servas que foi plantada em Janeiro de 2007. As vinhas são seguidas por uma equipa de viticultura liderada por Carlos Serrano Mira. A direcção de enologia está a cargo de Luís Serrano Mira e do jovem enólogo Tiago Garcia. A adega, situada na Herdade das Servas, está equipada com a mais moderna tecnologia de recepção, vinificação e envelhecimento de vinhos, dando origem a tintos, brancos e rosés, sob as marcas Herdade das Servas (topo de gama), Monte das Servas e Vinha das Servas (entrada de gama).


Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e RP
(joanapratas@joanapratas.com; 91 459 11 19 ou 93 779 00 05)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MONTE DAS SERVAS | ESCOLHA | TINTO 2010






Da família Serrano Mira, a Herdade das Servas é actualmente um ícone dos vinhos do Alentejo.
Conhecidos e apreciados pelos consumidores nacionais e estrangeiros a Herdade das Servas, marca pela qualidade, originalidade e pró-actividade em actividades relacionadas com o vinho.

A sua herdade, numa das mais nobre regiões do Alentejo- Estremoz, ocupa uma área de cerca de 200 hectares de vinha de idades que variam entre os 20 e 60 anos. Esta variabilidade e constante modernização, que na vinha quer ao nível da adega e vinificação permite a elaboração de vinhos com características bastante distintas e que satisfazem a todos os gostos.






MONTE DAS SERVAS ESCOLHA 2010







Vinho tinto elaborado a partir das castas Aragonez, Trincadeira Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, este tinto veste de cor rubi carregado. Libertas suaves fragrâncias a  frutos vermelhos, um ligeiro toque vegetal e um muito ligeiro pimento verde. Na boca apresenta-se bem integrado  de taninos estruturados, ligeiros, onde sobressaem apontamentos frutados e vegetais. Permanece num agradável final de boca, leve e gracioso.

Castas: Aragonez, Trincadeira Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.

Grau alcoólico: 14%
Produtor: Serrano Mira | Herdade das Servas
Contactos: herdadedasservas.com

MONTE DA CAL

MONTE DA CAL 



A Dão Sul, com adegas espalhadas por várias regiões vitivinícolas, inclusivamente no Brasil, fez uma aposta arrojada e bem sucedida no Alentejo. A comprovar estão os vinhos do "Monte da Cal", nascidos da mais de uma centena de hectares espalhados pelas vastas planícies do Alto Alentejo, bem perto de Fronteira, a cerca de 35 km de Portalegre.

Aqui são privilegiados os encepamentos tintos, ocupando grande parte da área de vinha, onde se destacam as castas: Aragonez, Alicante Bouchet, Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah, Merlot e Trincadeira. Daqui nascem os vinhos "Monte da Cal", nas versões: colheita, reserva e monocastas, bem como a "Vinha Saturnino".
Das castas brancas e as mais antigas da casa podemos encontrar o Antão Vaz e o Arinto, fazendo actualmente parte do encepamento outro conjunto de castas que vêem marcando posição na escolha do produtor.


Monte da Cal 2009



Vinho de cor granada escuro com ligeiros laivos acastanhados, liberta suaves apontamentos a fumo e a frutos silvestres. Na boca revela-se bem estruturado, suave, taninos macios, destacando-se notas de compotas de frutos silvestres, e um ligeiro fumado no final de boca.
Suave, equilibrado e bem estruturado, deixa um final de boca agradável e não muito marcante.
É um vinho fácil de gostar, não demasiado complexo e macio.

Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Alfrocheiro e Alicante Bouschet

Ano: 2009

Grau alcoólico: 13,5%

Produtor: Dão Sul

Prémios: Mundus Vini 2012

Contactos:
www.daosul.com



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DESAFIOS DA ADEGA VISITAM VINHOS AZAMOR




No passado dia 10 de Outubro, os Desafios da Adega rumaram ao Alentejo, mais precisamente a Vila Viçosa, para conhecer os 260 ha da Herdade do Rego, casa dos vinhos Azamor.
Nascido de uma ideia original cujo foco central é organizar e disponibilizar experiências a amantes de vinho, o conceito Desafios da Adega leva os seus participantes a visitar produtores menos conhecidos, com projetos mais pequenos, degustar novos aromas e passar alguns dias agradáveis descobrindo novos locais, pessoas e sabores.
Foi exatamente o que fizeram 18 pessoas há cerca de uma semana. Situada numa das zonas mais altas da região do Alentejo, entre Borba e Elvas, a Herdade do Rego é a casa dos vinhos Azamor, projeto acarinhado por Alison Luiz Gomes. "O que torna único o nosso projeto é o fato de ser uma produção pequena, tipo "boutique" numa região tão vasta e de grande produção como o Alentejo", salienta a produtora. "E é exatamente esta particularidade que interessou o grupo que se deslocou até à herdade", acrescenta.
Depois de uma visita e prova de amostras já de 2012, o grupo provou as quatro referências do projeto Azamor, de várias colheitas, e acabou com o desafio: criar um blend tipo "Selected Vines", o mais alentejanos dos quatro da marca. Das seis equipas, a vencedora, composta por três pessoas, viu o seu blend engarrafado numa garrafa rotulado para a ocasião e puderam levar para a casa uma recordação única.

O projeto Azamor existe desde 1998 e é dedicado à produção de vinhos Alentejanos de qualidade, autênticos e modernos, ao mesmo tempo que adaptados aos palatos dos apreciadores de bons vinhos. A visão do casal Alison e Joaquim Luiz Gomes fez com que, em menos de 10 anos, o projeto crescesse com consistência e qualidade constante. 80% da produção total de 80.000 garrafas da empresa é exportada. www.azamor.com
Para mais informações: The Wine Agency - Ana Sofia de Oliveira - 916116938 - ana@thewineagency.pt

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MONTE DA COLÓNIA | FRONTEIRA | ALENTEJO


Ao longo dos 500 hectares das vastas planícies alentejanas, situa-se o “Monte da Colónia”, projeto familiar que teve a sua génese nos anos 80.




Inicialmente dedicado à produção tradicional de azeite, o olival encontra-se disperso ao longo de 50 hectares da exploração, onde predominam as variedades Cobrançosa e Galega, sob métodos tradicionais de fabrico.


A restante área é povoada por duas manadas de vacas de raça Limousine e Limousine cruzadas de Alentejanas, acompanhadas de pequenos ovinos de raça Merino que dividem o espaço e as verdejantes pastagens alentejanas.







No início do ano 2000,pelas mãos dos filhos, António e Manuela, o “Monte da Colónia” rejuvenesce, com a modernização do lagar e a instalação de 15 hectares de vinha.

Atualmente em plena produção, as castas Trincadeira, Alicante Bouschet, Castelão, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Syrah dão corpo e alma aos vinhos do “Monte da Colónia”. Sob a experiência e dedicação do enólogo Rui Vieira, os novos vinhos marcam pela qualidade e tradicionalidade do terroir alentejano.







A dar os primeiros passos, a “Loja do Monte da Colónia” expõe e comercializa, além dos produtos da herdade, muitos outros produtos tradicionais oriundos de diversas regiões do país.



Aí podemos encontrar os azeites, na versão Virgem e Virgem extra, azeitonas em conserva, além dos vinhos: branco, tinto e rosé.






“Monte da Colónia | Branco | 2011

Produtor: Idalina Rodrigues Pereira
Casta: Arinto
Álcool: 13,5% Vol

Notas de Prova: de cor amarelo esverdeado, liberta aromas a frutos tropicais, citrinos e um ligeiro toque floral. Na boca marca pela frescura e acidez, toque untuoso, permanecendo num final de boca médio e fresco. 











Contatos:
Monte da Colónia | Vale de Seda |  7460-236 Fronteira
Alentejo | Portugal

www.montedacolonia.com


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

‘Herdade das Servas Vinha Velhas tinto 2009’ à venda em Novembro | Nota de imprensa


Depois da colheita de 2005 chega agora a 2.ª edição deste topo de gama




É já em Novembro que chega ao mercado, nacional e internacional, o ‘Herdade das Servas Vinhas Velhas tinto 2009’. Esta é apenas a segunda colheita – a primeira foi a de 2005 – deste topo de gama que, como o nome indica, é feito a partir de vinhas velhas, com mais de 50 anos. Uma proposta da família Serrano Mira, uma das mais antigas na produção de vinho alentejano, que é, sem dúvida, uma boa sugestão para oferecer no Natal.

O ‘Herdade das Servas Vinhas Velhas tinto 2009’ apresenta-se com uma imagem renovada, seguindo a linha da actual identidade gráfica da marca topo de gama. É um tinto de cor violeta escuro, aroma a frutos pretos bem maduros, sugerindo compotas integradas com algumas especiarias e envolvendo notas florais. No paladar apresenta um sabor intenso, complexo e aveludado, com taninos redondos e robustos que lhe garantem uma boa longevidade: evolução positiva durante 13 a 15 anos, se conservado em local fresco, escuro e a garrafa deitada.

Com reduzida produção por cepa, as uvas são vindimadas manualmente e transportadas para a adega em pequenas caixas (14-16kg), onde são devidamente seleccionadas na mesa de escolha e, em seguida, desengaçadas. Após ligeira maceração pré-fermentativa a 8-10.º, a fermentação ocorre em lagares de inox à temperatura de 26-28.º, com remontagens mecânicas do robot pisador/imersor. Após a afinação de 18 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%), estagia durante mais de 24 meses em garrafa na cave da Herdade das Servas.

Sobre a Serrano Mira – Sociedade Vinícola, S.A. | Herdade das Servas
A família Serrano Mira é uma das mais antigas na produção de vinho na região do Alentejo (remonta ao ano de 1667). Carlos e Luís Mira são os actuais proprietários e administradores da Serrano Mira - Sociedade Vinícola, S.A. | Herdade das Servas, que zela por um património vinícola de 220 hectares, dividido em três vinhas: Azinhal, Judia e Servas. A idade das vinhas está compreendida entre os 20 e os 60 anos, com excepção da vinha das Servas que foi plantada em Janeiro de 2007. As vinhas são seguidas por uma equipa de viticultura liderada por Carlos Mira, assessorado pelo Prof. Ivon Bugaret, especialista em doenças na vinha e professor na Universidade de Bordéus. A direcção de enologia está a cargo de Luís Mira e do jovem enólogo Tiago Garcia. A adega, situada na Herdade das Servas, está equipada com a mais moderna tecnologia de recepção, vinificação e envelhecimento de vinhos, dando origem a tintos, brancos e rosés, sob as marcas Herdade das Servas (topo de gama), Monte das Servas e Vinha das Servas (entrada de gama).



Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e RP
(joanapratas@joanapratas.com; 91 459 11 19 ou 93 779 00 05)

sábado, 1 de setembro de 2012

Um FADO que é vinho!

Do produtor Terras D'Alter, com propriedades em Fronteira e Alter do Chão, nasce o FADO, um fado que não se canta mas que encanta quem o prova.

Elaborado com base em castas tradicionais alentejanas, o FADO branco de 2011, apresentou-se de tons amarelo citrinos e aspeto brilhante. Os aromas libertados são marcadamente a frutos tropicais, destacando-se o ananás e um toque de banana, acompanhado de um citrino limão que lhe confere frescura e acidez. Na boca revelou-se menos ácido que nos aromas, a fruta mais discreta e uma envolvente mais redonda. De frescura mediana, é no seu geral um vinho equilibrado, macio e de persistência mediana.

Produtor: Terras D'Alter
Ano: 2011
Vinho: Branco
Região: Alentejo

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

LIMA MAYER | UM CHATEAU NO ALENTEJO



A poucos dias da vindima, a Janela de Cheiros visitou mais uma vez a Lima Mayer e Companhia.

Desta feita, provámos alguns dos novos vinhos: o Lima Mayer rosé, o Petit Verdot e uma nova surpresa da empresa que, por estar ainda guardada no segredo dos Deuses não iremos revelar, por enquanto.








O rosé de 2011, elaborado com base na casta Aragonez, revelou-se límpido de aspecto e de uma tonalidade rosa avermelhado. De aromas frescos a fruta verde, sobressaem notas de morango, cereja e algum vegetal. Fresco e acídulo quanto baste, na boca é bastante agradável, perfeito para nos acompanhar nas tardes mais quentes deste verão.

Ano: 2011
Casta: Aragonez







O Petit Verdot... bem o Petit Verdot deixa-nos sem palavras. Após estagiar durante alguns meses em barricas novas de carvalho francês, este vinho, retinto de cor, de tons vermelho escuro, quase azulado, libertas fortes aromas a frutos vermelhos, como a amora, a ameixa, fazendo-se acompanhar de um bouquet floral, bastante agradável.

Na boca é um vinho extremamente macio, equilibrado, com alguns taninos que lhe dão vida e complexidade.

De elevada persistência, deixa uma agradável sensação de frutos muito maduros, compotas, apontamentos de baunilha e uma elevada promessa de um agradável amadurecimento.

Ano: 2008
Casta: Petit Verdot


Aguardaremos pelas novas colheitas que, segundo nos relataram, Thomaz Lima Mayer e a  enóloga residente:Teresa Serra, esta nova colheita promete!

sábado, 4 de agosto de 2012

Terrenus Veritae lança Branco de colheita de 2011


Folha do Meio | Branco | 2011

O Verão já vai a meio, com ele têm-se sentido as elevadas temperaturas e a secura própria desta época do ano.

Agora é tempo de bebidas frescas, frutadas, leves e até mais acídulas, que transportam frescura e matam a sede constante que nos assola.

É tempo de brancos, frescos, ligeiramente ácidos, florais e frutados.

Apetecem as esplanadas, os jantares ao ar livre, a proximidade com a água, as férias ...

É neste ambiente de calma e descontração, que a Terrenus Veritae lança o branco da sua colheita de 2011.

Em muito semelhante à colheita anterior, revela-se um vinho floral, frutado, onde os citrinos e as frutas tropicais não muito maduras marcam presença e, uma acidez revigorante, em muito caraterística da região de Portalegre, da sua altitude e da influência da Serra de S. Mamede.

É um vinho que se bebe a gosto. Marca a boca pela sua frescura e envolvência, deixando um toque de limão num final de boca equilibrado.


Sobre a Terrenus Veritae

A Terrenus Veritae, é uma empresa vitivinícola, sediada em Besteiros | Concelho de Portalegre.
Desde 2009 que a empresa tem vindo a produzir vinhos, com caraterísticas muito próprias e que espelham a realidade da região.


A Vinha

Ocupando uma área de 8 hectares, as vinhas, integralmente de sequeiro, distribuem-se em pequenas parcelas com idades entre os 10 e 40 anos. Maioritariamente composta por castas tintas, destacam-se as tradicionais Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, acompanhadas de uma pequena percentagem de Touriga Nacional e Syrah. O encepamento branco é composto pelas castas Arinto e Fernão Pires, conferindo aos nossos vinhos um carácter floral e frutado sem nunca perder a frescura, acidez e vivacidade, que a altitude da Serra lhe proporciona.


Os Vinhos

Sob a experiência e assinatura de Paolo Nigra, os vinhos Folha do Meio são vinificados na Adega Quinta da Queijeirinha, seguindo os mais elevados padrões de qualidade.
Totalmente equipada com as mais modernas tecnologias, as fermentações dos tintos decorrem em balseiros de carvalho, seguindo para as cubas de inox ou paras as barricas de carvalho francês, onde decorrerá o período de estágio.
Os brancos, vinificados em cubas de inox, no interior das câmaras frigoríficas, com total controlo de temperatura, permitem manter a acidez e os refrescantes aromas dos vinhos desta peculiar região do Alentejo.






quarta-feira, 4 de julho de 2012

Nota de Imprensa

‘Herdade das Servas branco 2011’ a caminho do mercado nacional e internacional 


O produtor alentejano Herdade das Servas acaba de lançar a colheita de 2011 do seu branco topo de gama, que está assim a caminho do mercado nacional e do internacional, com destaque para Angola, Brasil, EUA e Suíça. O ‘Herdade das Servas branco 2011’ é uma proposta tentadora, com um carácter complexo e gastronómico, criada pelo segundo ano pela dupla de enologia Luís Serrano Mira e Tiago Garcia.

Um blend de Roupeiro, proveniente de uma vinha velha com mais 60 anos, Verdelho e Alvarinho que, ainda em fase de produção, alcançou a Talha de Prata no XXI Concurso “Os Melhores Vinhos do Alentejo”, promovido pela Confraria dos Enófilos do Alentejo e no qual são apenas eleitos com ‘Talha’ três vinhos em cada categoria.

O ‘Herdade das Servas branco 2011’ tem uma cor cítrica aloirada e aromas a frutos tropicais maduros. É um vinho estruturado, de enorme complexidade, com boa acidez, num conjunto agradável e de final persistente. Deve ser servido entre os 12 e 14.º e é um vinho que acompanha na perfeição com um bacalhau no forno.

Após habitual poda em verde e monda de cachos, durante o período de desenvolvimento e de maturação das uvas, as mesmas foram vindimadas manualmente e transportadas para a adega em pequenas caixas, onde foram devidamente seleccionadas na mesa de escolha e, em seguida, desengaçadas e imediatamente prensadas, aproveitando apenas o “mosto de lágrima”. Setenta por cento do lote do ‘Herdade das Servas branco 2011’ fez decantação durante 48 horas, seguida de fermentação a baixa temperatura em cubas de inox, durante duas semanas; os restantes 30% fermentaram em barricas de carvalho francês. Um branco com estagiou de três meses em garrafa.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ALTAMIRA


                                                                                                                                            

Dizem que “gaivotas em terra é sinal de tempestade”! Vindo de alto mar, Armando Carvalho atracou o seu navio bem no cume da serra de S. Mamede, e partilha com a ondulação serrana o tempo e a arte das suas marés: pintura, miniaturismo e produtor de vinho, provocando uma tempestade de respeito e admiração.
O comandante navega agora por terra firme, conduzindo o seu leme pela ingreme encosta da serra, onde instalou a sua vinha e a sua vida.
Com apenas meio hectare, dividida em diferentes patamares, estão instaladas as tradicionais castas alentejanas: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. Adaptadas às reconhecidas e excelentes condições da serra, tratadas delicadamente como se de um jardim se tratasse, exprimem a verdadeira essência desta terra.
Desta nasce um tinto de cor granada carregada, não muito límpido, deixando a descoberto a sua verdadeira essência e os métodos de produção tradicionais, libertando suaves aromas frutados de frutos vermelhos e vegetal. Na boca é estruturado, equilibrado, de taninos suaves, com um agradável final de boca.
O rosé veste-se de tonalidades rosa-alaranjada, límpido e fresco. Desprendendo suaves aromas vegetais e um frutado muito discreto. É macio e equilibrado na boca, permanecendo uma sensação de frescura, ideal para as quentes tardes de Verão que se avizinham.
Uma produção totalmente artesanal, de dois vinhos com carácter e expressão, que homenageiam generosamente a tradição caseira, e a produção local de vinhos.

Até breve e …bons vinhos!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA


 Integrado no curso de certificação de técnicos em Produção Integrada de vinha, o grupo da PRODI, partiu rumo à Fundação Eugénio de Almeida- FEA-Évora. 
Com o objetivo de visitar um produtor que respeitasse e cumprisse as normas de Produção Integrada de Vinha, a escolha recaiu sobre a FEA, empresa que há muito vem sendo referência para técnicos, produtores e consumidores.
 Pelo respeito e conservação do saber tradicional, aliado às mais avançadas técnicas vitícolas: rega, controlo de infestantes e fitossanidade da videira, a FEA, assume um compromisso de produção de vinhos de elevada qualidade, respeitando a natureza, que generosamente lhe oferece as melhores condições de solo e clima.
Ao longo dos seus 450 hectares de vinha, todos os trabalhos são planeados e executados de forma criteriosa, com a finalidade de obter a máxima expressão das castas que assentam sobre estes generosos solos. Maioritariamente compostas por castas nacionais, cerca de dois terços são compostos por variedades tintas, onde se destacam as autorizadas para a produção de DOC Alentejo para a região de Évora: Aragonez, Trincadeira, Castelão e Tinta Caiada. Nas brancas, predominam as tradicionais Síria (Roupeiro), Antão Vaz e Arinto.
Destacando-se pela diferenciação e consciência, de que uma agricultura conservadora é sem dúvida uma mais-valia para esta natureza, que a cada ano nos presenteia com produtos de elevada qualidade, a FEA encontra-se em processo de reconversão para agricultura biológica, tendo atualmente cerca de 45 hectares mantidos sob este método de produção.
Após visita às várias vinhas da FEA a tarde espreita e o calor aperta, fazendo-nos lembrar que está na hora de descansar um pouco.



Termina visita às vinhas, mas não à FEA!
Assim deslocamo-nos ao wine bar da FEA, onde nos deliciamos com um refrescante e agradável “Espumante Bruto- Cartuxa” de 2009.




“Espumante Bruto- Cartuxa” de 2009- Elaborado exclusivamente a partir da casta Arinto, seguindo o método tradicional e posterior estágio em madeira, apresenta-se fino, elegante e equilibrado. Com aromas que fazem lembrar os lacticínios, destacam-se notas de frutos secos e madeira. Na boca “brincamos com as bolhinhas” e deliciamo-nos com as agradáveis nuances a frutos secos.




Entre uma tábua de queijos e enchidos regionais, eis que aparece na mesa o Cartuxa tinto 2008. Adormecidas durante 8 meses no interior da garrafa, as castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet despertam agora numa nova atmosfera. Damos-lhe um tempinho para que possam “respirar”! Libertados os aromas, sentimos suaves apontamentos de frutos vermelhos, acompanhados de uns discretos tons de vegetal. Equilibrado, suave e delicado prolonga-se num agradável final de boca tostado, reflexo do seu estágio em madeira de carvalho.


A tarde termina e é chegada a hora de partir!
O nosso muito obrigado à FEA pela disponibilidade e simpatia com que nos recebeu!

Sobre a Fundação Eugénio de Almeida

Fundada em 1963 pelo Engª Vasco Maria Eugénio de Almeida, a FEA é uma instituição de direito privado e utilidade pública que tem como missão promover o desenvolvimento cultural, social e educativo da região de Évora.
Na sua vertente agrícola a FEA é constituída por diferentes propriedades, produzindo vinhos e azeite, sob denominação de Évora- Alentejo.

Quinta de Valbom




A antiga adega, originalmente Casa de repouso da Companhia de Jesus, é atualmente centro de estágio dos vinhos da FEA.
É também aqui que, desde 1598, no Convento de Santa Maria de Scala Coeli, os monges Cartuxos levam uma vida de solitária de reflexão e oração. Por vezes quando o silêncio se instala dos trabalhos da adega, podemos ouvir os seus cânticos, suaves, harmoniosos que nos remetem a fantasias de outros tempos e locais.
Foi em homenagem aos Monges Cartuxos e ao Convento de Santa Maria Scala Coeli (“escada para o Céu”), que a Fundação apelidou os seus memoráveis vinhos de: Cartuxa e Scala Coeli.
Mais recentemente a Quinta do Valbom é polo de enoturismo, cativando os seus clientes e visitantes com a abertura do Wine Bar. Espaço agradável, simples, elegante onde se podem provar os vinhos e azeites da fundação.

Herdade de Pinheiros

Aqui a paisagem perde-se de vista pelas vastas tonalidades acastanhadas que contrastam com o verde das vinhas.


A Herdade de Pinheiros é agora terra mãe da nova adega. Estrutura majestosa, moderna e extremamente bem equipada, faz face aos 3 milhões de garrafas que a FEA produz anualmente.
Construída a 7 metros de profundidade e equipada com um sistema de frio integral, a adega permite a movimentação e transferência de massas, totalmente por gravidade. O sistema de refrigeração e triagem das uvas encontra-se dividido em várias fases, permitindo uma escolha efetiva das uvas de melhor qualidade.

Marcas

As marcas disponíveis no mercado são: Pêra-Manca, Scala Coeli, Cartuxa, Foral de Évora, EA e o primeiro espumante DOC do Alentejo-Espumante Cartuxa.