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domingo, 14 de outubro de 2012

Pinga Amores | Revista de vinhos

Estava folheando a Revista de Vinhos de Outubro, e surpreendeu-me a prova sobre os vinhos do Alentejo.
Tenho um carinho muito especial por esta região bem como uma forte admiração pelos vinhos desta. Desde há muito vejo regiões ou vinhos estarem na moda, verdade é, que a região mais a Norte do Alentejo, nunca foi dada a estas coisas. Portalegre viveu durante muito tempo à sombra de todas as outras, dos seus mediáticos produtores e de uma estratégia de marketing veroz.

É com enorme prazer que vejo finalmente, críticos de vinhos, produtores e enólogos a enaltecerem as caraterísticas da região e os fantásticos vinhos que desta nascem.

Seguindo-se uma referência de João Paulo Martins na revista do Expresso de há dias, que dizia que o Alentejo era uma Terra abençoada de vinhos com especial referência para a região de Portalegre, deparo-me com mais um texto do crítico e especialista de vinhos, desta feita na revista de Vinhos do mês de Outubro.

Numa prova de vinhos do Alentejo, são alguns os que se destacam, desta nova "tão antiga" região vitivinícola.

De entre os vinhos melhores pontuados realço:



PINGA AMORES RESERVA 2009 | ROTULO PRETO | 17 Pontos

Nota do crítico: Café, cacau, frutos pretos, notas balsâmicas, ligeiro mentol, tostados, denso.
Muito fresco, boa textura, taninos macios mas firmes e bem integrados, termina longo, com especiarias a dar sedução. E melhor, este tinto apresenta 14% de teor alcoólico.






A par de grandes vinhos como o Scala Coeli, Poliphonia Signature entre outros, este tinto de Portalegre marca por um terroir de Serra que o carateriza e nos seduz.

Poderá ver mais sobre este vinho e a Senhora da Penha neste blogue.

http://janeladecheiros.blogspot.pt/2012/07/pinga-amores-e-lenda-da-serra-de-mata.html

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

LIMA MAYER | UM CHATEAU NO ALENTEJO



A poucos dias da vindima, a Janela de Cheiros visitou mais uma vez a Lima Mayer e Companhia.

Desta feita, provámos alguns dos novos vinhos: o Lima Mayer rosé, o Petit Verdot e uma nova surpresa da empresa que, por estar ainda guardada no segredo dos Deuses não iremos revelar, por enquanto.








O rosé de 2011, elaborado com base na casta Aragonez, revelou-se límpido de aspecto e de uma tonalidade rosa avermelhado. De aromas frescos a fruta verde, sobressaem notas de morango, cereja e algum vegetal. Fresco e acídulo quanto baste, na boca é bastante agradável, perfeito para nos acompanhar nas tardes mais quentes deste verão.

Ano: 2011
Casta: Aragonez







O Petit Verdot... bem o Petit Verdot deixa-nos sem palavras. Após estagiar durante alguns meses em barricas novas de carvalho francês, este vinho, retinto de cor, de tons vermelho escuro, quase azulado, libertas fortes aromas a frutos vermelhos, como a amora, a ameixa, fazendo-se acompanhar de um bouquet floral, bastante agradável.

Na boca é um vinho extremamente macio, equilibrado, com alguns taninos que lhe dão vida e complexidade.

De elevada persistência, deixa uma agradável sensação de frutos muito maduros, compotas, apontamentos de baunilha e uma elevada promessa de um agradável amadurecimento.

Ano: 2008
Casta: Petit Verdot


Aguardaremos pelas novas colheitas que, segundo nos relataram, Thomaz Lima Mayer e a  enóloga residente:Teresa Serra, esta nova colheita promete!

sábado, 4 de agosto de 2012

Terrenus Veritae lança Branco de colheita de 2011


Folha do Meio | Branco | 2011

O Verão já vai a meio, com ele têm-se sentido as elevadas temperaturas e a secura própria desta época do ano.

Agora é tempo de bebidas frescas, frutadas, leves e até mais acídulas, que transportam frescura e matam a sede constante que nos assola.

É tempo de brancos, frescos, ligeiramente ácidos, florais e frutados.

Apetecem as esplanadas, os jantares ao ar livre, a proximidade com a água, as férias ...

É neste ambiente de calma e descontração, que a Terrenus Veritae lança o branco da sua colheita de 2011.

Em muito semelhante à colheita anterior, revela-se um vinho floral, frutado, onde os citrinos e as frutas tropicais não muito maduras marcam presença e, uma acidez revigorante, em muito caraterística da região de Portalegre, da sua altitude e da influência da Serra de S. Mamede.

É um vinho que se bebe a gosto. Marca a boca pela sua frescura e envolvência, deixando um toque de limão num final de boca equilibrado.


Sobre a Terrenus Veritae

A Terrenus Veritae, é uma empresa vitivinícola, sediada em Besteiros | Concelho de Portalegre.
Desde 2009 que a empresa tem vindo a produzir vinhos, com caraterísticas muito próprias e que espelham a realidade da região.


A Vinha

Ocupando uma área de 8 hectares, as vinhas, integralmente de sequeiro, distribuem-se em pequenas parcelas com idades entre os 10 e 40 anos. Maioritariamente composta por castas tintas, destacam-se as tradicionais Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, acompanhadas de uma pequena percentagem de Touriga Nacional e Syrah. O encepamento branco é composto pelas castas Arinto e Fernão Pires, conferindo aos nossos vinhos um carácter floral e frutado sem nunca perder a frescura, acidez e vivacidade, que a altitude da Serra lhe proporciona.


Os Vinhos

Sob a experiência e assinatura de Paolo Nigra, os vinhos Folha do Meio são vinificados na Adega Quinta da Queijeirinha, seguindo os mais elevados padrões de qualidade.
Totalmente equipada com as mais modernas tecnologias, as fermentações dos tintos decorrem em balseiros de carvalho, seguindo para as cubas de inox ou paras as barricas de carvalho francês, onde decorrerá o período de estágio.
Os brancos, vinificados em cubas de inox, no interior das câmaras frigoríficas, com total controlo de temperatura, permitem manter a acidez e os refrescantes aromas dos vinhos desta peculiar região do Alentejo.






domingo, 15 de julho de 2012

Pinga Amores e a lenda da Serra de Mata Mouros


      


Dita a lenda que, na serra de Mata Mouros, atualmente conhecida como Serra de Mata Amores-Serra da Senhora da Penha, vivia uma princesa moura de inigualável beleza e elegância. Isolada no interior da serra a princesa aparecia nas manhãs de São João, descendo a serra com uma cesta de uvas na cabeça, encantando todos os que com ela se cruzavam, fazendo-os desaparecer, para nunca mais serem vistos.

É nestas mesmas encostas, que anteriormente abrigaram a princesa moura, que atualmente estão instaladas as vinhas da Senhora da Penha.

Propriedade de Rui Filinto Fernandes em parceria com o enólogo Celso Pereira, a Senhora da Penha, detém 7 hectares de vinha, berço do Pinga Amores.

As vinhas, dispostas ao longo das ingremes encostas da serra, são compostas unicamente por castas tintas. Numa perfeita comunhão entre as castas portuguesas, Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional e as mediáticas internacionais Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, a vinha é gerida sob rigorosas técnicas vitivinícolas, preservando as caraterísticas e expressão máxima de cada uma das variedades.

A serra confere-lhe a frescura e tipicidade de um terroir único, de um Alentejo mais elevado, mais denso e biodiverso. Num ponto alto, onde a terra toca o céu, as temperaturas são mais amenas, a brisa flui, o tempo passa devagar e aos poucos, mês após mês, podemos deliciar-nos, com o renascimento anual da vinha.

É desta aliança, entre o Homem e a Natureza, que nasce o Pinga Amores, nas categorias de Colheita e Reserva.

O Pinga Amores Colheita 2009, resulta da conjugação das melhores uvas, numa conjugação entre Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Trincadeira. Apresenta-se de cor rubi carregado, diria mesmo profundo, libertando suaves aromas a frutos silvestres, amoras, framboesas e um toque discreto e bem conjugado a madeira. Com a evolução as notas evoluem para compotas de ameixa e frutos silvestres, abaunilhados e um ligeiro toque de especiarias. Na boca revela-se macio, estruturado, encorpado de taninos suaves e delicados, deixando uma suave sensação de satisfação.
O Pinga Amores Reserva 2009, é elaborado a partir das castas Syrah e Touriga Nacional. De grande frescura, os aromas vão-se libertando sucessiva e lentamente ao longo da prova. Desprendendo nuances de fruta madura- compotas de frutos vermelhos, um ligeiro vegetal evoluído, termina com suaves laivos abaunilhados e tostados. Na boca é estruturado, sedoso, de acidez equilibrada e delicadeza de taninos, antevendo uma boa evolução.



Da princesa moura há muito que nada se sabe, mas a mim parece-me que, desta feita, foi a princesa moura que se encantou com o Pinga Amores, se refugiou nas encostas da serra e espera pacientemente a cada ano, por uma nova colheita. A todos vós sugiro que contemplem a Serra e se deixem seduzir pelo Pinga Amores.