Mostrar mensagens com a etiqueta vinho tinto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vinho tinto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

‘Carvalhas Tinta Francisca 2011’: novidade nos topos de gama da Real Companhia Velha



3.000 garrafas de um vinho bastante original e sofisticado


·        
Dois tintos e um branco formam trilogia de luxo da marca ‘Carvalhas’

Carvalhas é o nome da quinta mais emblemática – situada na encosta da margem esquerda do rio Douro em frente ao Pinhão – da Real Companhia Velha e, por isso mesmo, é também a sua marca de vinhos topo de gama. Lançada em 2012 com um branco e um tinto da colheita de 2010, o ano de 2013 vê chegarem ao mercado as referências de 2011. Se estes néctares já conquistaram a crítica e os consumidores, a expectativa recai agora para o (novo) ‘Carvalhas Tinta Francisca tinto 2011’, um monocasta que “encerra” uma trilogia de luxo com a assinatura do enólogo Jorge Moreira.

Cem por cento produzido com uvas da casta que lhe dá nome, o ‘Carvalhas Tinta Francisca tinto 2011’ é um vinho bastante original e sofisticado, do qual foram produzidas apenas 3.000 garrafas. De aroma intenso e fresco, onde se salientam as notas de frutos do bosque e ligeiras impressões vegetais, criando uma notável complexidade. Intenso de sabores, com muita presença, no entanto, mostra-se extremamente elegante e termina com um final longo e fresco e muito macio.

A Tinta Francisca é uma casta muito presente nas Vinhas Velhas do Douro e, por conseguinte, na Quinta das Carvalhas. Após um aprofundado estudo, a equipa de vitivinicultura da Companhia levou a cabo um trabalho de recuperação do seu cultivo de forma a produzir um topo de gama desta nobre casta.

Segundo Pedro Silva Reis, Presidente da Real Companhia Velha, “atraiu-nos a possibilidade de criar um vinho com um estilo diferente do habitual, aromaticamente muito atraente, de estrutura mediana, perfil elegante, mas de grande intensidade. Enfim, procurámos um novo Douro através de uma casta muito antiga”. A Companhia vem, através deste vinho, mais uma vez mostrar o seu vasto potencial de experimentação e de concretização de propostas diferenciadoras.


Preços de Venda ao Público (garrafas de 750 ml):
Carvalhas Tinta Francisca tinto 2011 - € 40,00
Carvalhas tinto 2011 - € 50,00
Carvalhas branco 2011 - € 22,50


Sobre a Quinta das Carvalhas:
A Quinta das Carvalhas situa-se no concelho de São João da Pesqueira, tendo uma posição predominante na encosta da margem esquerda do rio Douro virada para o Pinhão. Cobre toda a colina e ocupa também uma parte da encosta superior da margem direita do rio Torto. O ponto mais alto – onde está a “Casa Redonda” – está a 550 metros de altitude e é o local ideal desfrutar de uma paisagem a 360 graus. É, sem dúvida, o ponto de "excelência" para a observação da propriedade (e do Douro). Permite uma amostragem do território e do que mais belo o Douro tem para mostrar: dificilmente num outro local se consegue ver tanto em tão pouco tempo.
Visitar a Quinta das Carvalhas é ver o Douro por dentro – com os trabalhos da vinha (como a poda, a escava ou a vindima), a apanha da azeitona ou a reconstrução dos tradicionais muros de xisto – e os melhores ângulos da sua paisagem. É ver vinhas com mais de 80 anos e encostas com 70 graus de declive; é admirar o rio Douro; é desfrutar de fauna e da flora em simbiose: pela Quinta das Carvalhas estão espalhados jardins, construídos com pedras de granito antigas e esteiros de xisto e onde foram plantadas várias espécies de flores, plantas e ervas aromáticas.
Uma propriedade de enorme beleza e espectacularidade cuja referência escrita mais antiga que se conhece data de 1759, embora tenha sido mais recente a sua expansão para os actuais 600 hectares, através da aquisição e posterior emparcelamento de diversas propriedades subjacentes. Integrou o portefólio de quintas da Real Companhia Velha na década de 1950.


Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e RP

(joanapratas@joanapratas.com ou joanapratas.com@gmail.com | 93 779 00 05)

domingo, 17 de março de 2013

VIRGO- A SIMPLICIDADE E ESSÊNCIA DO ALENTEJO



Situada em Santo Aleixo, Concelho de Monforte, a exploração Torre do Frade abraça (entre a totalidade de explorações do produtor) cerca de 3000 hectares do Alentejo.
Uma exploração de carácter puramente familiar, é extremamente versátil, diversa e actual, sem nunca esquecer as raízes familiares dos seus antepassados e de uma agricultura que, em 1839 era quase na sua totalidade auto sustentável.  Os tempos mudaram, a sociedade caminhou para especializações e monoculturas perdendo-se em muito a sustentabilidade das explorações agrícolas existentes por todo o país.
Contrariando essa tendência e conjuntura a Torre do Frade aposta na diversidade e sustentabilidade de todo o espaço rural, desde a produção de cereais: trigo, cevada, aveia, milho e girassol à produção extensiva de suínos e bovinos que tranquilamente pastam ao longo do montado de sobro.

A vinha foi uma aposta mais recente e, deixem-me dizer uma feliz aposta. Costuma dizer-se que quando imprimimos paixão e dedicação aos nossos projectos estes tendem a correr da melhor forma, o sucesso é apenas uma parte do gosto que retiramos dele.





Se a tradição se pode aliar à inovação este é um bom exemplo. O conceito MAKE THE MOMENT, remete-nos para uma experiência única, pessoal e intransmissível. O seu rótulo branco, destacável, convida a todos os provadores a registar as emoções, sensações e experiências vividas durante o momento da prova. São essas experiências transcritas para o papel, em forma de desenhos ou palavras que vão constituir a imagem, sempre em mutação do VIRGO, que provamos.









A vinha composta pelas castas: Arinto, Viognier e Antão Vaz compõem o encepamento branco que dá origem aos vinhos: VIRGO E TORRE DO FRADE VIOGNIER. As tintas: Trincadeira, Alicante Bouschet, Aragonez e Syrah dão corpo e alma ao: VIRGO e TORRE DO FRADE RESERVA.





VIRGO branco

De cor citrina o Virgo liberta aromas cítricos conjugados elegantemente com um toque floral proveniente do Viognier. Mais discretamente são libertadas suaves fragrâncias tropicais fazendo lembrar o abacaxi.
Na boca é aveludado, encorpado e extremamente equilibrado. Sobressaem os aromas citrinos e florais deixando um final de boca bastante agradável.

Castas: Arinto, Viognier e Antão Vaz
Ano: 2011
Álcool: 13%









VIRGO tinto

Vestido de granada intenso com laivos violeta, escorrega lentamente ao longo das paredes do copo, libertando suaves aromas a frutos vermelhos, destacando-se as amoras, cerejas e ameixa. Na boca é macio, leve, com taninos bem incorporados num todo bastante agradável.

Castas: Syrah, Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet
Ano: 2010
Álcool: 12,5%



TORRE DO FRADE VIOGNIER


De cor amarelo palha, estrutura intensa é dotado de uma acidez que lhe dá vida. Ao contrário do que previa, os aromas florais não predominam neste vinho, sobressaindo notas citrinas de frescura e vivacidade e suaves apontamentos de frutos de polpa branca. É extremamente encorpado, oleoso e sedoso na boca. O final de boca caracteriza-se por uma enorme frescura e persistência, denotando aqui algumas notas de frutos secos, ainda que muito discretas, muito provavelmente oriundas da madeira. Bastante agradável, bem estruturado e equilibrado.

Castas: Viognier
Ano: 2011
Álcool: 13%





TORRE DO FRADE RESERVA tinto

Brevemente publicaremos as notas de prova

domingo, 3 de março de 2013

DONA DORINDA | SYRAH 2011

Há coisas assim, que nascem como que abençoadas desde o início.



A começar pelo nome, a Quinta "Nossa Senhora da Conceição", é abençoada desde o baptismo, até à sua localização. Situada às portas do "Céu", com os Monges Cartuxos como vizinhos, a quinta assenta em solos alentejanos, mesmo à saída de Évora. De lá avista-se a cidade, ouvem-se os monges na sua oração, e ainda se avista todo o esplendor de céu que a nossa vista alcança.

Integrada no curso de Agricultura Biológica, a visita à Quinta deixou-me maravilhada. As práticas de agricultura biológica, integradas sempre que possível com Agricultura biodinâmica, revelaram-se uma verdadeira experiência de novas, ou ancestrais melhor dizendo, técnicas de produção, visando sempre a preservação da natureza como um seu todo. A diodiversidade, a escolha de variedades tradicionais no pomar recém instalado, bem como a sua horta, com os legumes mais propícios à época, permitiram a todos os que a visitaram desmistificar, para quem ainda é reticente a estas práticas, o conceito e a prática de uma agricultura, que aos poucos vem ganhando espaço numa tentativa de corrigir erros e praticar uma agricultura mais saudável e mais próxima do "divino".








Alinhada com as estrelas, a vinha com cerca de dois hectares, encontra-se instalada em forma de "meia-lua", chamando a si as boas energias que o Universo tem para nos oferecer.

E deixem-me dizer-vos que, a comprovar toda esta ligação, conectividade, energia e proximidade com a "Terra", está o vinho "Dona Dorinda". Do ano de 2011 este monocasta de syrah é estrondoso!

Um vinho encorpado de cor ruby escuro, carregado e profundo, liberta inebriantes aromas a frutos silvestres, amoras e bagas vermelhas, um sedoso toque abaunilhado, tudo isto conjugado com estrema elegância e equilíbrio. Sobressaem ainda notas a especiarias e na boca, bastante volumoso, sedoso onde o vegetal ainda se encontra presente. Neste caso vou arriscar dizer que com apenas 2 anos de idade este vinho promete e a idade irá certamente amadurecê-lo e torná-lo num ícone.

Será apenas engarrafado neste ano e infelizmente, penso que não o voltarei a provar, uma vez que a sua comercialização se destina exclusivamente ao mercado dos Estados Unidos, terra-mãe dos proprietários do Valbom do Rouxinol, denominação social da empresa.

A quem o encontrar recomendo vivamente que não perca a oportunidade de o provar.

Dados:
Dona Dorinda 2011
Casta: Syrah
Alcool: 16%
Designação: Regional Alentejano

Empresa: Valbom do Rouxinol, Lda
Morada: Quinta Nossa Srª da Conceição | 7000 Évora | Alentejo | Portugal
Contacto: v261076@gmail.com


Da minha parte, fica desde já um muito obrigado por esta visita  e despeço-me com um ATÉ BREVE!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MONTE DA CAL

MONTE DA CAL 



A Dão Sul, com adegas espalhadas por várias regiões vitivinícolas, inclusivamente no Brasil, fez uma aposta arrojada e bem sucedida no Alentejo. A comprovar estão os vinhos do "Monte da Cal", nascidos da mais de uma centena de hectares espalhados pelas vastas planícies do Alto Alentejo, bem perto de Fronteira, a cerca de 35 km de Portalegre.

Aqui são privilegiados os encepamentos tintos, ocupando grande parte da área de vinha, onde se destacam as castas: Aragonez, Alicante Bouchet, Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah, Merlot e Trincadeira. Daqui nascem os vinhos "Monte da Cal", nas versões: colheita, reserva e monocastas, bem como a "Vinha Saturnino".
Das castas brancas e as mais antigas da casa podemos encontrar o Antão Vaz e o Arinto, fazendo actualmente parte do encepamento outro conjunto de castas que vêem marcando posição na escolha do produtor.


Monte da Cal 2009



Vinho de cor granada escuro com ligeiros laivos acastanhados, liberta suaves apontamentos a fumo e a frutos silvestres. Na boca revela-se bem estruturado, suave, taninos macios, destacando-se notas de compotas de frutos silvestres, e um ligeiro fumado no final de boca.
Suave, equilibrado e bem estruturado, deixa um final de boca agradável e não muito marcante.
É um vinho fácil de gostar, não demasiado complexo e macio.

Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Alfrocheiro e Alicante Bouschet

Ano: 2009

Grau alcoólico: 13,5%

Produtor: Dão Sul

Prémios: Mundus Vini 2012

Contactos:
www.daosul.com



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SÉRIES RUFETE | REAL COMPANHIA VELHA

SERIES | EDIÇÃO DA CASTA RUFETE

Há uns dias atrás recebi um comunicado de imprensa sobre as novas edições da Real Companhia Velha: SERIES  elaborado com base na casta RUFETE.

Fiquei curiosa e, para minha alegria, não é que num daqueles piqueniques próprios desta época do ano, no meio do campo, com banhos de "tanque" à mistura e umas sardinhas a sair do grelhador, um amigo tira da sua "cartola" um SERIES RUFETE. Comentava "estive no Douro e provei este vinho, gostei e achei ideal para esta nossa sardinhada"!

Não fosse indicação expressa no rótulo de que este vinho acompanha perfeitamente com umas sardinhas assadas e, que deve ser bebido a 10ºC, este tinto é realmente diferente.

Contemplações à parte...

A edição SERIES, da Real Companhia Velha, pretende dar a conhecer novas formas de produzir e mostrar aos consumidores, as capacidades e potencialidades enológicas das diferentes castas autóctones  da região do Douro. Para tal criou uma "série" de ensaios e experimentações distintas, obtendo vinhos de carácter também ele, distinto.

Um pouco sobre a casta:

Fonte: IVV
A casta Rufete, é tradicionalmente utilizada nas regiões da Beira Interior, Dão e Douro. É uma casta difícil sob o ponto de vista vitícola, com baixas produções, irregular nas mesmas e, com uma enorme sensibilidade a doenças, nomeadamente ao oídio e podridão. Sob o ponto de vista nutricional, é bastante sensível ao déficit de magnésio e potássio, desavinhando com alguma frequência.

É geralmente utilizada em lote e na produção de rosés, revelando-se aberta de cor, aromática, libertando suaves aromas florais e vegetais e de estrutura ligeira.

O Vinho SERIES RUFETE:

O vinho não fugiu muito às caraterísticas apresentadas da casta.

De um rubi aberto, os aromas libertados são em grande parte herbáceos. Provado a 10 ºC, o aconselhado pelo produtor, é normal que muitos dos aromas mais discretos e suaves, ficassem retidos no interior do copo, nunca se revelando.

Na boca marcou pela acidez e pelos toques herbáceos, fresco, acídulo, estrutura e persistência média.

Considerei-o pouco consensual. Se por um lado, é um vinho fresco, suave e que efetivamente combinou na perfeição com as ditas sardinhas, tem que ser encarado como um vinho distinto, com caraterísticas peculiares e deve ser sempre encarado dessa forma. Para os mais distraídos ou mais conservadores, poderá não se encaixar no perfil de agradável.

Eu gostei do vinho, é diferente, com personalidade distinta e adequado a uma bela tarde de churrasco ou sardinhada. Substitui um branco ou um rosé, mas não substitui um tinto.




domingo, 15 de julho de 2012

Pinga Amores e a lenda da Serra de Mata Mouros


      


Dita a lenda que, na serra de Mata Mouros, atualmente conhecida como Serra de Mata Amores-Serra da Senhora da Penha, vivia uma princesa moura de inigualável beleza e elegância. Isolada no interior da serra a princesa aparecia nas manhãs de São João, descendo a serra com uma cesta de uvas na cabeça, encantando todos os que com ela se cruzavam, fazendo-os desaparecer, para nunca mais serem vistos.

É nestas mesmas encostas, que anteriormente abrigaram a princesa moura, que atualmente estão instaladas as vinhas da Senhora da Penha.

Propriedade de Rui Filinto Fernandes em parceria com o enólogo Celso Pereira, a Senhora da Penha, detém 7 hectares de vinha, berço do Pinga Amores.

As vinhas, dispostas ao longo das ingremes encostas da serra, são compostas unicamente por castas tintas. Numa perfeita comunhão entre as castas portuguesas, Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional e as mediáticas internacionais Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, a vinha é gerida sob rigorosas técnicas vitivinícolas, preservando as caraterísticas e expressão máxima de cada uma das variedades.

A serra confere-lhe a frescura e tipicidade de um terroir único, de um Alentejo mais elevado, mais denso e biodiverso. Num ponto alto, onde a terra toca o céu, as temperaturas são mais amenas, a brisa flui, o tempo passa devagar e aos poucos, mês após mês, podemos deliciar-nos, com o renascimento anual da vinha.

É desta aliança, entre o Homem e a Natureza, que nasce o Pinga Amores, nas categorias de Colheita e Reserva.

O Pinga Amores Colheita 2009, resulta da conjugação das melhores uvas, numa conjugação entre Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Trincadeira. Apresenta-se de cor rubi carregado, diria mesmo profundo, libertando suaves aromas a frutos silvestres, amoras, framboesas e um toque discreto e bem conjugado a madeira. Com a evolução as notas evoluem para compotas de ameixa e frutos silvestres, abaunilhados e um ligeiro toque de especiarias. Na boca revela-se macio, estruturado, encorpado de taninos suaves e delicados, deixando uma suave sensação de satisfação.
O Pinga Amores Reserva 2009, é elaborado a partir das castas Syrah e Touriga Nacional. De grande frescura, os aromas vão-se libertando sucessiva e lentamente ao longo da prova. Desprendendo nuances de fruta madura- compotas de frutos vermelhos, um ligeiro vegetal evoluído, termina com suaves laivos abaunilhados e tostados. Na boca é estruturado, sedoso, de acidez equilibrada e delicadeza de taninos, antevendo uma boa evolução.



Da princesa moura há muito que nada se sabe, mas a mim parece-me que, desta feita, foi a princesa moura que se encantou com o Pinga Amores, se refugiou nas encostas da serra e espera pacientemente a cada ano, por uma nova colheita. A todos vós sugiro que contemplem a Serra e se deixem seduzir pelo Pinga Amores.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tinto já eleito como um dos melhores do Douro pela revista d vinhos




Robert Parker, o mais influente crítico de vinhos do mundo, acaba de publicar a classificação do ‘Pôpa VV tinto 2008’ no seu site (www.erobertparker.com), tendo-lhe atribuído 93 pontos. O jornalista e crítico britânico Tom Cannavan foi consensual ao dar exactamente a mesma pontuação a este que é o topo de gama da Quinta do Pôpa e que foi considerado pela Revista de Vinhos como um dos vinhos do Douro que mais se destacou em 2011, com uma pontuação de 17,5.

Segundo as notas do provador de Robert Parker para mercado português, Mark Squires, estamos perante um vinho “bonito”, expressivo, que mostra mineralidade e expressa o terroir, isto para além de apresentar uma boa densidade/estrutura, nomeadamente tendo em conta que estamos a falar de um tinto da colheita de 2008. Na boca, tem uma concentração excepcional. Com os taninos – de barricas de carvalho francês – bem integrados, é um vinho fino e bem construído, o que prova que foi uma aposta ganha a da Quinta do Pôpa em recrutar o enólogo Luís Pato como responsável pela enologia deste projecto. 

“Na Quinta do Pôpa somos uma equipa pequena, mas bastante motivada, e é com enorme orgulho que vemos o nosso trabalho de todos os dias ser mais uma vez reconhecido ao mais alto nível.”, afirma Stéphane Ferreira, um dos netos do Pôpa e CEO da Quinta que tomou o nome do seu avô. Para além das referências acima, a colheita de 2008 arrecadou também uma medalha de ouro no ‘Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2011’ e duas de bronze: uma no ‘International Wine Challenge 2011’ e outra no ‘Decanter World Wine Awards 2011’.

Na origem do ‘Pôpa VV tinto 2008’ estão uvas provenientes de vinhas com idade superior a 60 anos, plantadas num local de excelência da região do Douro e classificadas com letra “A”. Criado a partir do blend de 21 castas tintas, pisadas a pé em lagar de granito e com estágio em barricas de carvalho francês durante seis meses e um ano em garrafa. Com um PVP recomendado a rondar os € 22,00, o ‘Pôpa VV tinto 2008’ está disponível em restaurantes, garrafeiras, mercearias, lojas gourmet, no El Corte Inglès e ainda na própria Quinta, que irá abrir oficialmente as suas portas ao enoturismo no próximo dia 14 de Julho.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ALTAMIRA


                                                                                                                                            

Dizem que “gaivotas em terra é sinal de tempestade”! Vindo de alto mar, Armando Carvalho atracou o seu navio bem no cume da serra de S. Mamede, e partilha com a ondulação serrana o tempo e a arte das suas marés: pintura, miniaturismo e produtor de vinho, provocando uma tempestade de respeito e admiração.
O comandante navega agora por terra firme, conduzindo o seu leme pela ingreme encosta da serra, onde instalou a sua vinha e a sua vida.
Com apenas meio hectare, dividida em diferentes patamares, estão instaladas as tradicionais castas alentejanas: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. Adaptadas às reconhecidas e excelentes condições da serra, tratadas delicadamente como se de um jardim se tratasse, exprimem a verdadeira essência desta terra.
Desta nasce um tinto de cor granada carregada, não muito límpido, deixando a descoberto a sua verdadeira essência e os métodos de produção tradicionais, libertando suaves aromas frutados de frutos vermelhos e vegetal. Na boca é estruturado, equilibrado, de taninos suaves, com um agradável final de boca.
O rosé veste-se de tonalidades rosa-alaranjada, límpido e fresco. Desprendendo suaves aromas vegetais e um frutado muito discreto. É macio e equilibrado na boca, permanecendo uma sensação de frescura, ideal para as quentes tardes de Verão que se avizinham.
Uma produção totalmente artesanal, de dois vinhos com carácter e expressão, que homenageiam generosamente a tradição caseira, e a produção local de vinhos.

Até breve e …bons vinhos!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MARQUÊS DE BORBA TINTO 2009



Em pleno coração do Alto Alentejo - Estremoz, deu berço a um dos mais conhecidos enólogos de Portugal- João Portugal Ramos, que no ano de 1990, decide avançar com a instalação de vinhas próprias e dar forma a uma dos grandes projectos vitivinícolas do Alentejo.

As suas vinhas, que actualmente perfazem um total de 500 ha ( entre próprias e contratadas aos viticultores da região), são força e motivo de qualidade dos seus vinhos.


Como perfeccionista, amante de vinhos e da cultura da vinha, João Portugal Ramos, acompanha todos os passos, podas e maleitas, das suas vinhas, garantindo a  qualidade das que vão dar corpo aos seus vinhos. 




O encepamento tinto é constituído pelas castas Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, Castelão, Alicante Bouschet e, ainda que em quantidades menores, como que para "condimentar" um pouco os seus vinhos, o Cabernet Sauvignon, Syrah, Petit Verdot e Merlot.

As castas Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Rabo de Ovelha, dão forma aos refrescantes vinhos brancos da JPortugal Ramos.


A adega está equipada com tecnologia de ponta, permitindo a elaboração de vinhos segundo as técnicas mais avançadas de vinificação.  Construída totalmente de raíz, encerra em si um espaço único de organização, laboração e de um gosto extraordinário, que permite receber quem os visita de uma forma inesquecível.









MARQUÊS DE BORBA  TINTO 2009


Castas


Trincadeira, Aragonez




Notas de Prova


De cor vermelha com nuances violeta e grande profundidade de cor, o Marquês de Borba, desprende suaves nuances herbáceas, frutos vermelhos e no final ligeiros apontamentos de fumo. Na boca revela-se complexo, estruturado e encorpado. De taninos macios e bem integrados no conjunto, liberta sensações de compota de frutos vermelhos, baunilha e um ligeiro toque de tosta a lembrar o chocolate ou café.




Pontuação: 16 valores