quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas - Alfrocheiro




  Alfrocheiro

Considerada de forma consensual, como uma casta de elevada qualidade, o Alfrocheiro, desde há muito que inunda a região do Dão, região que lhe reconheceu valor, no entanto, pelas condições climáticas, não é a região a que a casta melhor se adapta.
De maturação muito precoce e, infelizmente bastante sensível a doenças, como o oídio, podridão e escoriose, o Dão não lhe conferia as melhores condições de adaptação. Decide então, pelo entusiasmo de alguns enólogos, viajar pelo país, estendendo-se às regiões de Palmela, Ribatejo e Alentejo.
É mais a Sul, nas quentes planícies da paisagem alentejana, que a casta encontra a sua casa. Solos na sua generalidade pobres, escassez de água e elevadas temperaturas, permitem ao Alfrocheiro uma maturação perfeita, com altas concentrações de substâncias corantes, ricas em aromas e taninos suaves, nascem vinhos encorpados, carregados de cor, estruturados e medianamente alcoólicos.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A que cheiram as castas portuguesas- Trincadeira


Marca presença em quase todas as regiões de Portugal mas, é no Alentejo sob o nome de Trincadeira e, no Douro onde lhe chamam Tinta amarela, que tem maior incidência.
Conhecida pelas dificuldades que apresentam anualmente a quem a produz, a Trincadeira, de cachos grandes e fechados é extremamente sensível à podridão, de folhas grandes e numerosas impede a circulação de ar ao redor do cacho, favorecendo o desenvolvimento do fungo. Trabalhosa mas, se bem conduzida, generosa, a Trincadeira privilegia solos pobres, escassez de recursos hídricos e vegetação condicionada. É sob estas condições que revela as suas potencialidades oferecendo-nos vinhos elegantes, equilibrados, de uma acidez perfeita, taninos equilibrados e exuberante de aromas a ameixa, amora e algumas nuances de vegetal. Pode dar corpo a vinhos de lote ou, se na seu apogeu, como monocasta marcante e, com grande capacidade de envelhecimento.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A que cheiram as nossas castas - Aragonez


  Aragonez

Talvez a casta com maior representatividade no Alentejo, o Aragonez é disputado entre Portugal e Espanha, sendo que a sua origem é efectivamente espanhola, onde responde pelo nome de Tempranillo (na região de Rioja). São-lhe conhecidas outras sinonímias, quer do lado de Espanha (Cencibel em La Mancha, Tinta de Toro em Toro, Tinto Fino em Ribera del Duero e Tinta de Madrid em Madrid), quer em Portugal, como é o caso do Dão e Douro onde é conhecida por Tinta Roriz e em Lisboa, onde responde por Abundante. Fazendo parte da maior parte dos encepamentos para o Vinho do Douro e Porto, revela-se uma casta de grande aptidão vitícola e enológica.
No Alentejo, o Aragonez faz parte da maioria dos encepamentos da região, manifestando as suas melhores características e capacidades produtivas. Abundante de nome e de produtividade o Aragonês agrada a todos, pela já referida capacidade produtiva, pela excelente adaptação ao clima e solos do Alentejo, retribui o berço, oferecendo-nos vinhos extremamente elegantes e frutados, macios, equilibrados e de elevada capacidade de guarda. Excelentes vinhos de lote mas, com um comportamento irreprimível em monovarietais onde, expressa a sua individualidade com aromas a ameixa madura, notas de especiarias e um ligeiro herbáceo, evoluindo para aromas de compotas, baunilha, café e fumo.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

A que cheiram as castas portuguesas - Touriga Nacional


Touriga Nacional


O fenómeno Touriga Nacional, tem nos últimos anos levado uma casta que, após filoxera perdeu um pouco do seu encanto, ao estrelato das castas nacionais mais cobiçada internacionalmente.
Resultante de um melhoramento genético, que corrigiu a fraca e inconsistente produtividade da Touriga Nacional, esta aparece novamente no cenário vitícola com comportamento singular, apreciada por quase todos, a Touriga Nacional deixa as suas regiões de origem, Dão e Douro, para se espalhar um pouco por todo o lado, desde o norte ao Algarve, desde Portugal a Espanha, África do Sul, Austrália e Califórnia.
Intensa na cor, de personalidade forte e marcante, aromaticamente exuberante, a Touriga tem despertado a curiosidade de viticultores e enólogos. Também conhecida como Preto de Mortágua, Mortágua, Tourigo antigo e Tourigo, já não há nome que a não identifique com a famosa Touriga Nacional. Chegou para ficar, veio brindar-nos com vinhos marcantes, carregados de cor, libertando por onde passa, aromas frutados, florais, trazendo vinhos equilibrados, alcoólicos de excelente capacidade de envelhecimento.

Adaptado de "Aromaster" para as castas portuguesas

sábado, 21 de janeiro de 2012

Quinta de Cabriz - Dão Sul







Decorria o ano de 1989, em pleno coração do Dão, nasce uma das mais prestigiadas empresas vitivinícolas de Portugal - Dão Sul.
Sediada em Carregal do Sal e inspirada na Quinta de Cabriz, rápido se torna uma referência dos vinhos do Dão.
Actualmente detentora de várias adegas espalhadas por quase todo o país a Dão Sul encontra-se presente no Dão, sua origem, no Douro, Vinhos Verdes, Bairrada, Estremadura e Alentejo. Com uma vasta equipa de profissionais a Dão sul ultrapassou fronteiras, levando o seu Know-How e a sua experiência ao Brasil, ao Vale de S. Francisco, onde produz vinhos com a elevada qualidade a que nos já habituou em território nacional.
É sob o nome de Global Wines S.G.P.S., holding criada recentemente, que a Dão Sul apresenta o seu portfólio de vinhos, azeites e queijos, que de forma tradicional, produz nas mais diversas regiões.

Breve caracterização Dão

A Região Demarcada do Dão situa-se na Beira Alta, no centro Norte de Portugal, protegida dos ventos pelas serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela.
As vinhas situam-se entre os 400 e os 700 metros de altitude, em planaltos de solos xistosos e graníticos de pouca profundidade, onde abundam os pinhais, produzindo vinhos encorpados com elevada capacidade de envelhecimento em garrafa.
O clima de influência continental do Dão apresenta extremos, com Invernos frios e chuvosos e Verões quentes e secos. Inicialmente, a vinha foi desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Em 1908, tornou-se na segunda região demarcada portuguesa. Com a entrada de Portugal na CE, em 1986, as vinhas passaram por um processo de reestruturação, com novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas.
O Dão apresenta uma grande diversidade de castas, entre as quais as tintas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho nos brancos.


Quinta de Cabriz

Das vinhas tipicamente cercadas pelos pinhais, surgem as uvas produzidas em regime de produção integrada que estão na origem dos vinhos de acidez equilibrada e aromas delicados da marca Cabriz. Num portfólio que vai desde o Cabriz Colheita Seleccionada ao top Cabriz Four C, passando pelos espumantes e aguardentes, as uvas tintas e brancas são vinificadas numa adega equipada com a mais moderna tecnologia vinícola, laboratório de controlo de qualidade e sala de provas.

Fonte: www.daosul.com
Notas de Prova



Retirada da garrafeira, um pouco “perdida”, não esquecida, prová-mos Quinta de Cabriz 2006.

Apesar da idade, apresentou-se de uma agradável tonalidade amarelo dourada e bastante límpido.
Revelando aromas adocicados, a fruta muito madura e um exuberante aroma floral, ainda se desprendem alguns aromas primários, contrariando a sua idade.
Na boca manifestou cremosidade, untuosidade e corpo. De acidez ainda viva desprende aromas de boca a citrinos doces parecendo, laranja cristalizada.
De boa persistência, deixa uma ligeira sensação de amargo lembrando a casca de limão.
Deixamos para uma próxima o espumante e os vinhos da Dão – Sul, da região do Alentejo, sita no Monte da Cal.

Nota: 15 valores