sábado, 29 de novembro de 2014

Matriz wivini GARRAFEIRA ONLINE




A Wivini é uma garrafeira online, que visa descomplicar o processo de compra de vinhos e destilados, com uma equipa dedicada e focada no cliente.

Queremos ser a sua loja online de vinhos e destilados.

A wivini vem por este meio apresentar uma ideia inovadora.

A sofisticada matriz wivini, a melhor forma de descobrir vinhos com uma excelente relação qualidade/preço.
Estamos ainda a enriquecer a matriz-wivini, juntando as cotações dos "críticos de referência" aos nossos produtos.

A matriz wivini foi concebida para dar aos utilizadores da Garrafeira Online Wivini - Loja de vinhos e destilados uma ferramenta que possibilitará uma escolha mais acertada de vinhos portugueses.
Visto isto, e como já há a possibilidade de escolher um vinho na Garrafeira Online Wivini - Loja de vinhos e destilados, por filtragem de “preço”, “país”, “região”, “produtor”, “castas”, “cor”, “estilo” e “harmonização”, porque não haver também a possibilidade de “pontuação/preço”?
Existe atualmente, revistas que aconselham determinados vinhos com a designação de “Boa compra” ou por “estrelas” e mesmo pela a palavra “recomendado”. No entanto essas avaliações são, como se pensa: O que é a qualidade para cada uma das pessoas? Qualidade ou gosto pessoal? Confunde-se muitas vezes. O que é barato?”, é partindo desse sobreposto que a Garrafeira Online Wivini - Loja de vinhos e destilados, aplica dados concretos, ou seja, uma formula matemática.

Utilizamos a pontuação dada por vários “críticos” de vinhos, mesmo os amadores a um determinado vinho/referência e fazemos a média aritmética. Esse resultado, esse valor, fica a ser o resultado referência para esse vinho como a nossa definição de “qualidade/pontuação”.
Esta definição de “qualidade/pontuação” é o resultado matemático de várias opiniões/pontuação, que pensamos irá dar resposta a muitas observações: como se compõe a relação, sendo que o padrão de exigência de qualidade, de preferência gustativa, de conhecimento enófilo, de lugar no conjunto dos interesses, da disponibilidade financeira e flexibilidade em gastar mais.

A Garrafeira Online Wivini - Loja de vinhos e destilados, com esse resultado, “qualidade/PONTUAÇÃO”, aplica a referência preço. O preço que é praticado na Garrafeira Online Wivini - Loja de vinhos e destilados.

Ou seja, colocamos cada um dos vinhos num gráfico em que os eixos representam a pontuação (na vertical) e o preço (na horizontal). O padrão dos pontos não irão surpreender: vinhos mais caros têm, em média, melhores pontuações.

A obtenção do gráfico “Pontuação/Preço” só por si não nos diz qual a melhor compra. Então, aplicamos a linha interpolação que nos permite construir um novo conjunto de dados a partir de um conjunto discreto de dados pontuais previamente conhecidos.
NOTA: se esses dados (pontuação e/ou preço) forem alterados pelos “críticos/Produtores” o próprio gráfico alterasse, automaticamente consoante as alterações introduzidas.

Assim ficamos com um catalogo de vinhos classificados em 3 níveis.
Nível 1 – vinhos que representam uma boa compra, pois têm pontuações superiores à média dos vinhos com preço idêntico.
Nível 2 – vinhos onde a relação qualidade(pontuação)/preço é muito boa
Nível 3 – vinhos que, no seu escalão de preços têm uma qualidade muito acima dos restantes.

Posteriormente dividimos a área “acima da média” em 3 zonas:
1 – Acima da média
2- Bastante acima da média
3 – Muito acima da média

Ao pesquisar um vinho na Garrafeira Online Wivini - Loja de vinhos e destilados tem à sua disposição, para além da filtragem por “preço”, “país”, “região”, “produtor”, “castas”, “cor”, “estilo” e “harmonização” tem também este novo e inovador método de escolha de vinho.
É através de um incon, criado pela wivini, que para além de ter cores diferentes também tem um texto que nos informa em que nível se situa esse vinho.


Para mais esclarecimentos, por favor contactar Paulo Sousa, 917241333.

http://www.wivini.com/index.php/matriz-wivini

domingo, 9 de março de 2014

HERDADE FONTE PAREDES | AVIS | ALENTEJO

Vamos conhecer um pouco da HERDADE FONTE PAREDES, sediada em Avis e produtora de reconhecidos vinhos de qualidade.


Prova de tintos





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

‘Carvalhas Tinta Francisca 2011’: novidade nos topos de gama da Real Companhia Velha



3.000 garrafas de um vinho bastante original e sofisticado


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Dois tintos e um branco formam trilogia de luxo da marca ‘Carvalhas’

Carvalhas é o nome da quinta mais emblemática – situada na encosta da margem esquerda do rio Douro em frente ao Pinhão – da Real Companhia Velha e, por isso mesmo, é também a sua marca de vinhos topo de gama. Lançada em 2012 com um branco e um tinto da colheita de 2010, o ano de 2013 vê chegarem ao mercado as referências de 2011. Se estes néctares já conquistaram a crítica e os consumidores, a expectativa recai agora para o (novo) ‘Carvalhas Tinta Francisca tinto 2011’, um monocasta que “encerra” uma trilogia de luxo com a assinatura do enólogo Jorge Moreira.

Cem por cento produzido com uvas da casta que lhe dá nome, o ‘Carvalhas Tinta Francisca tinto 2011’ é um vinho bastante original e sofisticado, do qual foram produzidas apenas 3.000 garrafas. De aroma intenso e fresco, onde se salientam as notas de frutos do bosque e ligeiras impressões vegetais, criando uma notável complexidade. Intenso de sabores, com muita presença, no entanto, mostra-se extremamente elegante e termina com um final longo e fresco e muito macio.

A Tinta Francisca é uma casta muito presente nas Vinhas Velhas do Douro e, por conseguinte, na Quinta das Carvalhas. Após um aprofundado estudo, a equipa de vitivinicultura da Companhia levou a cabo um trabalho de recuperação do seu cultivo de forma a produzir um topo de gama desta nobre casta.

Segundo Pedro Silva Reis, Presidente da Real Companhia Velha, “atraiu-nos a possibilidade de criar um vinho com um estilo diferente do habitual, aromaticamente muito atraente, de estrutura mediana, perfil elegante, mas de grande intensidade. Enfim, procurámos um novo Douro através de uma casta muito antiga”. A Companhia vem, através deste vinho, mais uma vez mostrar o seu vasto potencial de experimentação e de concretização de propostas diferenciadoras.


Preços de Venda ao Público (garrafas de 750 ml):
Carvalhas Tinta Francisca tinto 2011 - € 40,00
Carvalhas tinto 2011 - € 50,00
Carvalhas branco 2011 - € 22,50


Sobre a Quinta das Carvalhas:
A Quinta das Carvalhas situa-se no concelho de São João da Pesqueira, tendo uma posição predominante na encosta da margem esquerda do rio Douro virada para o Pinhão. Cobre toda a colina e ocupa também uma parte da encosta superior da margem direita do rio Torto. O ponto mais alto – onde está a “Casa Redonda” – está a 550 metros de altitude e é o local ideal desfrutar de uma paisagem a 360 graus. É, sem dúvida, o ponto de "excelência" para a observação da propriedade (e do Douro). Permite uma amostragem do território e do que mais belo o Douro tem para mostrar: dificilmente num outro local se consegue ver tanto em tão pouco tempo.
Visitar a Quinta das Carvalhas é ver o Douro por dentro – com os trabalhos da vinha (como a poda, a escava ou a vindima), a apanha da azeitona ou a reconstrução dos tradicionais muros de xisto – e os melhores ângulos da sua paisagem. É ver vinhas com mais de 80 anos e encostas com 70 graus de declive; é admirar o rio Douro; é desfrutar de fauna e da flora em simbiose: pela Quinta das Carvalhas estão espalhados jardins, construídos com pedras de granito antigas e esteiros de xisto e onde foram plantadas várias espécies de flores, plantas e ervas aromáticas.
Uma propriedade de enorme beleza e espectacularidade cuja referência escrita mais antiga que se conhece data de 1759, embora tenha sido mais recente a sua expansão para os actuais 600 hectares, através da aquisição e posterior emparcelamento de diversas propriedades subjacentes. Integrou o portefólio de quintas da Real Companhia Velha na década de 1950.


Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e RP

(joanapratas@joanapratas.com ou joanapratas.com@gmail.com | 93 779 00 05)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

QUINTA DOS GRILOS | 2004


QUINTA DOS GRILOS | 2004


Vinho tinto 2004 | DOC | Dão
Teor alcoólico: 13%
Estágio: 6 meses barricas de carvalho francês
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz


Fui encontrar perdido na minha garrafeira um “Quinta dos Grilos de 2004”. Pela idade e características do vinho resolvi não esperar mais tempo e abri a garrafa.

Perdeu com certeza grande parte dos atributos iniciais, mas este vinho de 2004, balanceava uma cor rubi escura com laivos acastanhados. De aromas a frutos bastante discretos mas ainda bastante agradável. Notas de frutos vermelhos maduros , balsâmico, vegetal e notas de madeira.

Na boca apresentava estrutura média, fresco, redondo, de acidez ainda equilibrada.


A avaliar para a idade ainda está agradável mas é um vinho para beber bastante mais jovem.












quinta-feira, 24 de outubro de 2013

‘Três Bagos tinto 2011’: carácter frutado do Douro e elegância de mãos dadas

Lavradores de Feitoria com nova colheita no mercado



A Lavradores de Feitoria – um projecto único criado há 13 anos e que hoje em dia reúne 16 produtores e 20 quintas espalhadas pelas três sub-regiões do Douro – lança o seu mais recente tinto, o ‘Três Bagos’ da colheita de 2011. São 70.000 mil garrafas que agora chegam ao mercado e que encerram em si um delicioso néctar, ideal para acompanhar pratos de carne branca, carne vermelha, caça de pena e alguns pratos de caça de pêlo.

Um vinho que tem evoluído lado a lado com a Lavradores de Feitoria; esta é a décima segunda colheita deste que é um blend de três castas autóctones: Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca. Um tinto criado com o objectivo de exaltar a tipicidade da região demarcada do Douro – através da presença de fruta vermelha madura – aliada a um perfil internacional, apreciado pelo mundo, actualmente nos 23 mercados onde está presente.

Um tinto de cor vermelho vivo quase opaca. O aroma é elegante e bastante complexo, com a madeira discreta e bem casada com o vinho, predominando, no entanto, o carácter de fruta vermelha bem madura do tipo ameixa preta e amora. No paladar é muito saboroso, encorpado, complexo, apresenta fruta bem madura, com taninos macios e aveludados, suportados por boa acidez, que lhe confere um excelente equilíbrio e um final fino e bastante longo.

Proveniente de vinhas com cerca de 30 anos, plantadas em solos xistosos, as uvas são vindimadas à mão, sendo posteriormente uma parte vinificada em inox e a restante em lagares. Também o estágio é partilhado, ou seja, em inox e barricas de carvalho francês, pretendendo-se desta forma preservar o carácter frutado dos vinhos do Douro.

Com um preço de venda recomendado de € 6,50, o ‘Três Bagos tinto 2011’ é um vinho para ser bebido jovem, muito embora prometa longevidade, reflectindo a sua qualidade (e da gama).

Sobre a Lavradores de Feitoria:
A Lavradores de Feitoria, Vinhos de Quinta S.A. é um projecto único, criado em Setembro de 2000 e que resultou da união de 15 produtores, proprietários de 18 quintas distribuídas pelos melhores terroirs do Douro, repartidas pelas três sub-regiões (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior). Actualmente compõe a estrutura da empresa: 47 accionistas, dos quais 16 são produtores, e 20 quintas. Juntos, somam uma área total de vinha superior a 600 hectares. Estes produtores – com participações distintas no capital da empresa, sob uma só marca, uma só adega e uma só equipa de enologia – juntaram-se para partilhar recursos e criar sinergias de forma a conseguirem o que sozinhos não conseguiriam. Pela primeira vez no Douro, um grupo de convictos durienses associou saberes e experiências, inovação e tradição. Um esforço conjunto e solidário que marcou uma nova época para o Douro. Partilha e associativismo, concertados de uma forma moderna, razoável e inteligente, são os valores subjacentes à Lavradores de Feitoria. O objectivo foi, desde o início, o de criar vinhos equilibrados, elegantes e com potencial de envelhecimento, tendo por base um compromisso declarado com a excelência e tradição do Douro. Todos os vinhos da Lavradores de Feitoria – desde o grande consumo até à grande guarda – são equilibrados, elegantes e orientados para a boa gastronomia, mas sempre com um cunho do carácter do Douro. Na Lavradores de Feitoria são produzidos vinhos de lote e o que chamamos vinhos de terroir. Os primeiros – sob as marcas Lavradores de Feitoria Douro, Gadiva e Três Bagos – são feitos a partir de uma rigorosa selecção das uvas das diversas quintas e revelam a complexidade, a riqueza e a tradição de lote dos vinhos do Douro. Já os vinhos de terroir, nos quais se incluem as marcas Meruge e Quinta da Costa das Aguaneiras, pretendem reflectir o carácter e individualidade de uma determinada parcela de vinha.


Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e RP

(joanapratas@joanapratas.com ou joanapratas.com@gmail.com | 93 779 00 05)

PNC chega ao mercado dos vinhos e do azeite com a marca h’OUr

Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho criam projecto no Douro



PNC é a sigla da empresa Parceiros Na Criação, mas são também as iniciais dos apelidos do jovem casal Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho – e da filha de ambos, Maria Teresa –, parceiros na criação de um novo projecto de produção e comercialização de vinhos e azeite de quinta. Apostar na qualidade em detrimento da quantidade é o que procura este pequeno produtor duriense.

A PNC chega agora ao mercado com três referências, um tinto da colheita de 2010 e um branco e um azeite, ambos de 2012, todos sob a mesma marca: h’OUR. Vinhos e azeite vão estar em prova no ‘Mercado de Vinhos’ no Campo Pequeno, em Lisboa, de 01 a 03 de Novembro, entre as 11h30 e as 21h30.

“O nome surgiu de forma espontânea, uma vez que antes de pensarmos sequer numa marca nos referíamos a “ele” como “o nosso vinho”. Daí à marca h’OUR, com o duplo significado de “hour” (hora) e de “our” (nosso), foi um passinho!.”, desvenda Joana Pratas. A adopção de um nome em inglês prende-se com a aposta no mercado externo, sem nunca “abandonar” o nacional. “Afinal, foi aqui que decidimos criar o nosso projecto”, salienta a responsável de comunicação da PNC.

Duriense de família e de coração, João Nápoles de Carvalho sempre teve um carinho muito especial pela região. Viveu parte da sua infância em Barcos, concelho de Tabuaço, tendo voltado ao Douro para cursar Gestão Agrária na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e tirar o curso de jovem agricultor. Quando o pai e o tio fizeram partilhas, João decidiu assumir a gestão e a produção da propriedade do pai, o que nos remete para o ano de 1996. O gosto pela terra e a vontade de dar continuado ao legado da família fê-lo despertar para a sua verdadeira vocação: a agricultura. Juntamente com a mulher – que, para casar, deixou Lisboa e rumou ao Douro, lançando-se num novo desafio profissional como consultora em comunicação e relações públicas –, achou que seria a altura ideal para fazer o gosto ao dedo e passar da produção de uva e olival à produção e comercialização de vinho e azeite. Foi então que começaram a desenhar este projecto... 

“Chegou a hora de partilhar o que é nosso... O nosso que queremos que seja vosso!!” é o conceito que está por detrás da marca h’OUR, cuja identidade gráfica nos remete para o fruto (a uva redonda e as suas grainhas), o relógio, a partilha e a união, quer na criação, quer na degustação.

SOBRE OS VINHOS E O AZEITE

h’OUR branco 2012 | 1333 garrafas | € 7,10
Um DOC Douro feito a partir de vinhas velhas, nas quais se destaca a presença de Códega, Rabigato e Viosinho, e Verdelho, plantadas em altitude (450 a 550 metros), o que lhe confere uma boa acidez. Um branco citrino esverdeado, com carácter floral e frutado, nuances de flores brancas e toque de aromas exóticos em fundo. Intenso e agradável, entra fresco e frutado, pleno de sabores exóticos e florais. Com uma acidez vibrante, bem envolvida pelo corpo e volume, termina longo, intenso e com grande frescura.

h’OUR tinto 2010 | 3066 garrafas | € 9,10
Um tinto que conjuga uvas de vinhas com idades entre os 35 e 60 anos de duas sub-regiões: de Barcos, no Cima Corgo e de Valdigem, no Baixo Corgo. Às uvas, maioritariamente, de Vinhas Velhas, juntaram-se Touriga Nacional e Sousão, originando um tinto vermelho rubi, intenso e dominado por frutos pretos, especiarias e cacau. No paladar, o h’OUR tinto 2010 é frutado, apresentando ligeiras sensações balsâmicas e abaunilhadas. Tem taninos pujantes, advindos do estágio em barrica. O final de boca é longo e secante.

h’OUR Azeite Virgem Extra | 300 garrafas | € 5,50
É um azeite de categoria superior obtido unicamente por processos mecânicos e produzido com azeitonas de oliveiras centenárias e autóctones, onde predominam as variedades Cobrançosa, Madural, Negrinha e Verdeal. A azeitona foi colhida manualmente e transportada directamente para o lagar onde o azeite foi extraído a baixas temperaturas.

Site: www.parceirosnacriacao.pt

Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e Relações Públicas

(joanapratas@joanapratas.com ou joanapratas.com@gmail.com | 93 779 00 05)

domingo, 7 de julho de 2013

Back to the start !

Um pequeno filme animado que nos mostra a verdadeira essência da TERRA.



Ao longo dos séculos a sociedade "evoluiu" e, com ela a industrialização, a massificação, a globalização... esquecendo-se da TERRA, a verdadeira essência da natureza e consequentemente dos produtos que consumimos.

Acreditamos num futuro que, paradoxalmente se situa lá atrás... na natureza, no respeito pela terra, pelos animais e não menos importantes, por nós "Homens"! Pelo que produzimos, pelo que consumimos e pela forma como nos estimamos e respeitamos uns aos outros.

Esta sociedade " TEM MUITO e É TÃO POUCO!"

UM BOM DOMINGO A TODOS VÓS!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

2.º ‘Festival do Vinho do Douro Superior’ contribuiu para afirmar a identidade da sub-região

Uma aposta ganha liderada pela autarquia de Vila Nova de Foz Côa


A 2.ª edição do ‘Festival do Vinho do Douro Superior’ confirmou as credenciais do ano passado: uma sub-região que está em movimento e tem ainda muito para mostrar ao mundo dos enófilos e gourmets. A organização do evento, que acolheu 70 stands de produtores de vinho e sabores, coube mais uma vez à Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, cidade que se assumiu como a capital do Douro Superior. No final do certame, que durou três dias, quase 6.000 pessoas passaram pelo ExpoCôa, um dos ex-líbris da cidade.

Uma aposta liderada pelo presidente da Câmara, Gustavo de Sousa Duarte, que reconheceu há anos que o concelho precisava de promover as suas mais-valias, sendo a maior o vinho, à qual se juntam o azeite e a amêndoa, formando um triângulo agrícola nuclear da região.

O facto de empresas de grande prestígio terem começado a investir nesta região – e falamos de nomes como Quinta do Crasto, João Portugal Ramos | Duorum, Jean-Michel Cazes, Grandes Quintas, entre vários outros – só veio reforçar esta ideia. A estes juntam-se outros nomes que há décadas se instalaram no Douro Superior, como a Sogrape | Quinta da Leda, a Quinta do Vale Meão, a CARM, a Ramos Pinto, a Symington ou a VDS, entre outros. Com algumas (poucas) excepções, todos os produtores estiveram presentes e muitas vezes com os próprios enólogos e proprietários.

O Douro Superior emerge de algum anonimato que lhe tolheu os movimentos durante décadas. Um conjunto de factores tem contribuído para mudar esta situação, colocando a região no mapa dos enófilos. A melhoria brutal nas vias de acesso é um desses factores: em menos de quatro horas é possível chegar de Lisboa a Vila Nova de Foz Côa, por exemplo, até porque o viajante pode usar, se o entender, exclusivamente vias rápidas. A chegada de grandes e reputadas empresas da área vitícola é outro dos factores. A subida vertiginosa dos preços da terra agrícola na última década é um indicador seguro de que o Douro Superior está no bom caminho e a ganhar notoriedade.

Um Festival com várias iniciativas pararelas

Tal como no ano passado, o Festival incluiu um conjunto de acções paralelas. Na sexta-feira, ainda antes da inauguração do evento, ocorreram duas: o 2.º Concurso de Vinhos do Douro Superior e o colóquio “A Vinha, o Vinho e o Mercado: Desafios para o Douro Superior”. No primeiro caso relembramos os grandes campeões em cada uma das categorias: nos brancos venceu o ‘Quinta da Sequeira Grande Reserva 2011’, de Mário Jorge Monteiro Cardoso; nos tintos a palma (tal como no passado, mas com a colheita anterior) foi para o ‘Quinta do Vale Meão 2010’, de Francisco Olazabal; e o ‘Quinta de Ervamoira Vintage 2009’, da Ramos Pinto, foi considerado o melhor vinho do Porto.

Quanto ao Colóquio, incluiu sete comunicações e uma mesa redonda. A coordenação pertenceu a João Afonso, da Revista de Vinhos. Da parte da manhã dois temas em evidência: “Flavescência Dourada”, por Cristina Carlos, da ADVID, e “Porta Enxertos, Castas e Clones do Douro Superior”, por António Graça da Sogrape. A flavescência, uma doença grave da vinha, foi exposta de modo muito preciso e ficou bem claro que, ou tomamos (todos sem excepção) as devidas providências contra esta nova ameaça, ou o resultado pode ser muito mais devastador do que aquilo que podemos imaginar. António Graça, por sua vez, veio mostrar o elevado profissionalismo da empresa onde desenvolve trabalho. Nas vinhas da Sogrape o futuro é já o presente: quintas divididas em parcelas específicas de solo/clima/castas/clones, com o “simples” objectivo de retirar de cada parcela o melhor que ela tem para dar. A mesa redonda que sondou “50 Anos de Viticultura Duriense” ficou aquém das expectativas e muito ficou por discutir e concluir. O limite de tempo e alguma inércia cautelosa deixaram muitas perguntas no ar.

Da parte da tarde, foram duas as comunicações. A primeira a cargo de Nuno Borges, da Adega Cooperativa de Vila Real, que provou que o Douro pertence aos durienses, esclarecendo que uma adega à beira da falência há uns anos atrás pode ser hoje um case study. E a segunda, de Renata Abreu, export manager da Quinta Nova de Nossa Senhora do Cargo, que ao relatar os pontos fundamentais (e não foram poucos) da sua experiência a vender o Douro e Portugal nos mercados externos, não deixou de confessar que por lá ainda se admiram com a cor branca da sua pele, porque sempre pensaram que Portugal ficava na América do Sul (!).

O 2.º ‘Festival do Vinho do Douro Superior’ contou ainda com três provas comentadas. João Afonso apresentou vários “Brancos de Terroir do Douro Superior”, realçando as diferenças entre eles, consoante os variados elementos geográficos e geológicos. Uma prova interessante e muito participada. No Sábado à tarde, Nuno Oliveira Garcia, blogger do “Saca a Rolha” e colaborador da Revista de Vinhos, apresentou magistralmente vários “Vintages de Quinta do Douro Superior”. Para finalizar nos vinhos, Luís Antunes, da Revista de Vinhos, mostrou “20 Anos de Grandes Tintos do Douro Superior”, reunindo um notável conjunto de vinhos, incluindo o Reserva Especial da Casa Ferreirinha de 1986, ainda em grande forma apesar dos seus quase 27 anos de idade. Participaram vários enólogos que ajudaram a descrever os vinhos e a contar as respectivas histórias na sua base. Extremamente interessante e a provar que os grandes vinhos desta região são fantásticos e longevos. Pelo meio, duas outras iniciativas: destaque para uma prova de “Azeites do Douro Superior”, ministrada pelo técnico Francisco Pavão, considerado um dos gurus nacionais nesta área. E ainda um workshop com o tema “Saber Servir; Vender Melhor”, onde dois técnicos do IVDP ensinaram uma audiência – sobretudo compostas por profissionais da restauração – a servir e valorizar o vinho do Porto, especialmente na harmonização deste néctar com a comida.

O 2.º ‘Festival do Vinho do Douro Superior’ contribuiu também para levar às quintas um conjunto de líderes de opinião que vão transportar uma ideia diferente – e mais positiva – dos vinhos e gentes do Douro Superior, e em especial da sua capital, Vila Nova de Foz Côa. Quinta do Vale D’Aldeia, Quinta da Sequeira, Quinta das Marvalhas (CARM) e Quinta de Castelo Melhor (Duorum) foram os quatro projectos visitados pelo grupo de jornalistas – de imprensa escrita, rádio e televisão –, bloggers, escanções e compradores que fizeram questão de acompanhar de perto esta edição do certame.

Para mais informações, contactar, por favor:
Joana Pratas | Consultoria em Comunicação e RP

(joanapratas@joanapratas.com ou joanapratas.com@gmail.com; 93 779 00 05)

domingo, 19 de maio de 2013

MÍLDIO DA VIDEIRA


Míldio


Introdução


O míldio é uma doença criptogâmica causada pelo fungo Plasmopara Viticola, que ataca todos os órgãos da planta: folhas, sarmentos, gavinhas e cachos.
Ainda que não necessite de chuva para o seu desenvolvimento, condições de elevada humidade, conjugadas com temperaturas amenas reúnem o quadro ideal para o seu desenvolvimento.
O seu controlo poderá ser feito, recorrendo a tratamentos fitofarmacêuticos geralmente conjugados com técnicas culturais que privilegiem o arejamento da copa. Tal como todas as doenças, o míldio deverá ser tratado preventivamente.

Sintomas

Nas folhas


Os primeiros sintomas manifestam-se pelo aparecimento de manchas ligeiramente mais claras, na página superior da folha, passando posteriormente para as chamadas “manchas de óleo”. Nas castas brancas as manchas são amarelas, enquanto nas castas tintureiras, o aparecimento dos sintomas revela-se pela presença de manchas vermelhas, distribuídas aleatoriamente por toda a folha.
Estas manchas desenvolvem-se com alguma facilidade, atingindo ao fim de poucos dias dimensões que podem ir aos 50mm de diâmetro, nas folhas mais jovens.
Após vários dias de elevada temperatura, podemos observar na página inferior da folha um enfeltrado branco, correspondente ao desenvolvimento do fungo.
Com o tempo, as manchas de óleo ficam mais amarelas, acabando por necrosar e dar origem a manchas secas distribuídas pela folhagem.
No início do Outono, as manchas necrosam originando peças castanhas distribuídas por toda a folha, a que usualmente, se designa de – Míldio mosaico.
As contaminações com o herbicida paraquato, são muito semelhantes aos do míldio, pelo seu aparecimento de manchas cloróticas distribuídas pela folha.

Pâmpanos


O míldio, quando aparece numa fase inicial do desenvolvimento da videira, pode atacar a zona dos pâmpanos, onde se desenvolve o micélio. Mais tarde necrosam e secam, inviabilizando a produção do ano.
O pâmpano, altera a sua forma, desenvolvendo com uma ligeira curvatura em forma de “S”.

Nos cachos

O míldio pode atacar todos os órgãos do cacho, designadamente o pedúnculo, pedicelos, botões florais, flores abertas, bagos formados.
Antes ou durante a floração, os ataques traduzem-se por um aborto total ou parcial das flores acompanhado por um escurecimento do cacho. Sob estes órgãos aparece uma pubescência esbranquiçada. Se o ataque for intenso pode ocorrer uma má formação dos bagos.
Após a floração os bagos aparecem mal formados podendo ser atingidos pelo seu pedicelo, parando o crescimento e cobrindo-se por uma poeira esbranquiçada.






Os bagos mais maduros são menos sensíveis ao ataque do fungo, no entanto, em ataques próximos do pintor, os bagos ficam cobertos de manchas acinzentadas, que vão progressivamente evoluindo para castanhas. Ocorre simultaneamente uma depressão no bago na zona da infeção, que se torna acastanhada e impede o desenvolvimento natural deste.







Estragos

Ataques muito graves provocam desparra prematura.
Os cachos dão vinho de baixa qualidade
O atempamento é imperfeito, conduzindo a um deficiente rebentamento no ano seguinte.


Condições favoráveis ao desenvolvimento do míldio

- Queda pluviométrica
Os oósporos só germinam após a maturação necessitando de 10 mm de chuva e uma temperatura de 10 °C para germinarem. 
- Temperatura
A germinação  ocorre a temperaturas mínimas de 10 °C, sendo o seu ótimo entre 18-24 °C.

- Humidade relativa

H.R. ótima: 95%
H.R. mínima: 75-85%

- Recetividade da planta
A planta está especialmente recetiva na fase inicial do seu desenvolvimento, no entanto continua sensível durante todo o ciclo vegetativo. Após o período de folhas abertas, até essa fase, devido ao fato dos estomas se encontrarem fechados e o revestimento piloso da planta ser muito denso os ataques são inexistentes.
As inflorescências são especialmente sensíveis ao ataque do fungo desde o período pré-floral até ao vingamento do cacho. Durante o crescimento do bago até ao pintor a sensibilidade da planta ao ataque do míldio aumenta.

Estratégias de proteção


-Em vinhas excessivamente húmidas o míldio ataca antes dos pâmpanos com 10 cm (7-8 folhas);
-Em terrenos húmidos não é necessária R≥10 mm/24 h;
- Os primeiros tratamentos são muito importantes para a futura evolução do parasita
-A formação de focos primários numerosos e precoces, são mais prováveis com Inverno e início de Primavera chuvosos;
-O primeiro ataque vem do solo e apenas atinge algumas cepas. Para um 2º ataque basta chuva fraca a 20 °C.
-As manchas das contaminações primárias devem ser procuradas nas folhas mais basais das cepas.

Medidas de proteção

- Solos bem drenados dificultam a propagação do fungo;
- Enrelvamento ou não-mobilização permite a entrada no terreno, mesmo em épocas de grandes chuvas;
-Eliminar folhas e ramos ladrões com focos primários;
-Desponta depois da floração e monda precoce de folhas favorece o arejamento;
-Controlar o vigor excessivo das cepas recorrendo a práticas de fertilização e regas equilibradas;
-Utilização de produtos fitofarmacêuticos.

Monitorização

De acordo com os estados de desenvolvimento e os períodos de maior risco de incidência da doença, a monitorização deve ser realizada periodicamente recorrendo a observação visual em simultâneo com a avaliação das condições favoráveis ao desenvolvimento da doença.
Além da observação visual, dados metereológicos ou avisos agrícolas, permitem complementar os dados permitindo uma melhor avaliação da estimativa de risco.