quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O entendimento da Videira e da Viticultura

Temos falado ao longo dos tempos sobre o vinho, as suas características, benefícios e a sua prova. Fato é que além das castas, pouca importância temos dado à viticultura e à planta da videira, principal responsável e "mãe" do vinho.
Tomados por essa consciência criámos uma página sobre viticultura que, completaremos ao longo do tempo.
A Videira, sua morfologia, fisiologia, técnicas de poda e principais doenças e pragas, vão constar como informação para que percebamos a importância e complexidade desta atividade que culmina no nosso conhecido VINHO.


Morfologia da videira






A Raiz
Parte subterrânea da planta, tem como funções a fixação da planta ao solo, absorção de água e nutrientes, fazendo desta a principal fonte de alimentação da planta, bem como o transporte da seiva bruta e acumulação de reservas.
A parte aérea da videira é constituída por:
Tronco
Como principal suporte da parte aérea da planta o tronco sustenta-a, acumula reservas e permite o transporte da seiva bruta e elaborada a todas as partes da planta.

Braços
Os braços formados a partir do tronco, são constituídos pelos talões que no ano que rebentam emitem pâmpanos – ramos herbáceos do ano - que se convertem em sarmentos ou varas, com folhas, gavinhas, flores e mais tarde frutos.

Folhas
As folhas são compostas pelo pecíolo e pelo limbo, que contém as nervuras com as mais variadíssimas formas.
As folhas são órgãos extremamente importantes para a vida da planta. São responsáveis pela fotossíntese, na qual a planta transforma dióxido de carbono em oxigénio. Regulam a temperatura da planta pela, respiração e transpiração. Absorvem nutrientes e água provenientes de adubações foliares.
Gavinhas
A origem das gavinhas é a mesma das inflorescências podendo mesmo considerar-se uma inflorescência estéril. Estas ocupam a mesma posição, no nó do pâmpano e no lado oposto das folhas sendo frequente apresentarem botões florais. A extremidade das gavinhas livres enrolam formando uma espécie de espiral, sobre si mesma e, quando encontram um tutor ligam-se a este. A gavinha enquanto não se enrola permanece verde mas a partir do momento que se liga ao tutor lenhifica e ampara a vara

Flores
As flores agrupam-se como inflorescências em cachos e a sua conformação é realizada dentro dos gomos férteis.
Trata-se de uma flor hermafrodita formada essencialmente por pedúnculo, vaso onde circula a seiva bruta e elaborada, que permite a maturação da flor aquando da fecundação que depois dará origem ao fruto.
Cacho
Terminada a fecundação, a flor dá origem ao fruto – bago - que irá crescer rapidamente. Este é constituído pela película, que envolve todo o bago, pelas sementes e como prolongamento dos canais e onde circula a seiva o pincel e a polpa – que corresponde à zona onde está o mosto, que posteriormente irá originar o vinho.
Sementes ou graínhas
As sementes da videira servem para a propagação da videira.
São muito ricas em taninos, que conferem ao vinho um sabor característico.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novo Jogo do Vinho - Portugal

Para todos aqueles que se querem divertir e passar um bom momento com os vinhos de Portugal, disponibilizamos um jogo sobre Portugal Vitivinícola.

Imprima as imagens em formato A4 recorte os cartões pela linha e divirta-se com os seus amigos, neste que é um teste ao seu conhecimento sobre os vinhos e produtores portugueses.

Divirta-se!











sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Harmonização vinho e comida - Rubrica AltoAlentejo

Caros leitores deixo-vos as minhas duas ultimas rubricas do jornal AltoAlentejo, espero que gostem!

AO SABOR DO … VINHO

“Vinho e Comida”   
                                    
PARTE I – Sensações, experiências e sabores
Ao longo dos tempos temos abordado temas sobre vinhos, produtores, castas e alguns outros temas relacionados com o vinho e a vinha. Chegou agora a altura de ampliar o espetro e relacionar temas de gastronomia combinadas com o vinho, comportamentos antagónicos, complementares e possíveis interações entrando num tema que, tanto tem de controverso como curioso e expetante… harmonizar alimentos com vinho.
Tantas e tantas vezes nos deparámos com a questão: que vinho vou escolher para acompanhar com este prato? Em casa preparando um jantar para um grupo de amigos, num restaurante, ou até, naqueles momentos em que estamos sós e nos dedicamos a preparar um belo “petisco”.
Por vezes a escolha é fácil pela já experienciada prova, outras é limitada pela dimensão da nossa garrafeira, outras revelam-se verdadeiras aventuras, umas, correm bem, outras, nem por isso!
O prazer de comer aliado ao prazer de beber um bom vinho, confere aos apreciadores momentos quase mágicos, a verdadeira complexidade e alquimia de aromas e sabores que deambulam entre um prato e um copo, relatando experiências e desvendando segredos dos seus ingredientes e confeção.
Acompanhar carne com vinho tinto, peixe com vinho branco e sobremesas com vinhos doces, eram regras infundadas e, muito castradoras de todas essas experiências e descobertas, estamos a cada dia mais informados, mais curiosos, para sermos tão limitados num universo de experiências infinitas.
De que é então feita essa aventura? Começarei por abordar alguns conceitos base que nos permitirão melhor entender os princípios da harmonização.
Todos nós temos aquilo a que, tecnicamente designamos por sensibilidade sensorial, é esta sensibilidade que nos permite, através dos nossos sentidos, sabor, olfato e tato, distinguir, avaliar e apreciar um determinado alimento ou bebida. É essa sensibilidade sensorial que vai ditar o nosso “gosto pessoal”, que vai determinar que alimentos, aromas ou vinhos gosto ou, por outro lado, me são desagradáveis. É uma sensibilidade individual, através da qual conseguimos definir se um alimento está salgado, doce ou se por outro lado é amargo, resultante do meu gosto pessoal, é por causa dele que, muitas vezes consideramos uma comida salgada e, uma outra pessoa a encontra agradável, porque temos níveis de perceção e aceitação distintos para o sabor salgado.
Então, uma das principais premissas para combinar alimentos com bebidas consiste no “gosto pessoal”, não adianta de nada se servirmos a um nosso convidado um delicioso prato de caril se, ele detesta caril, mesmo que combinado com o melhor vinho do mundo. No final do jantar a experiência irá sempre ficar gravada na memória como desagradável, acabando por “estragar” o delicioso vinho que tinha escolhido, criando um efeito psicológico negativo. Se por outro lado eu conseguir proporcionar uma agradável experiência, com uma comida a gosto combinada harmoniosamente com um vinho ou bebida, no final a experiência vai marcar positivamente o nosso convidado que, fruto dessa sensação de satisfação elevará as qualidades do vinho e da comida, muitas vezes além das verdadeiras. A isto chama-se psicologia sensorial!
Outro fator envolvido na degustação de qualquer alimento ou bebida é, nada mais, nada menos que os sentidos: gosto e olfato. É através deles que poderemos perceber a complexidade de aromas e sabores que envolvem a nossa mesa.
O bouquet de aromas que advém de um alimento ou bebida é parte fundamental do prazer que retiramos da sua degustação, se considera que assim não é, experimente comer uma refeição quando afetado por uma majestosa constipação. Não sabe a nada, ou melhor, não cheira a nada!
Relativamente aos sabores, esses são básicos: doce, salgado, ácido, amargo e umami. É através da língua, mais propriamente das papilas gustativas, que podemos apreciar um determinado alimento e dizer se está salgado, se é doce ou se por outro lado é extremamente amargo. É através da língua e dos seus recetores que nós podemos avaliar se, uma determinada harmonização, entre alimentos e bebida foi conseguida de forma perfeita!
Concluindo, a par do nosso gosto pessoal, é através dos sentidos do gosto e do olfato que determinamos se, uma dada experiência é ou não agradável e, se a escolha entre o prato e o vinho foi conseguida de forma perfeita!
Na próxima rubrica irei falar de interações antagónicas e complementares entre sabores e, dar-vos dicas sobre as combinações harmoniosas, entre vinho e comida.
Até breve e… bons vinhos!

Patrícia Pereira Venâncio
www.janeladecheiros.blogspot.com



AO SABOR DO … VINHO

“Vinho e Comida”        
                                  
PARTE II - Antagonismo, complementaridade e Interações

Tal como havia prometido na última rubrica, hoje vou abordar os sabores básicos dos alimentos e como criar interações agradáveis entre vinho e comida.
Relembrando que é através dos sabores básicos: doce, salgado, ácido, amargo e umami, que reside a nossa apreciação sobre um determinado vinho e alimento, sempre que tenhamos que os combinar temos, primeiro que tudo, conhecer a sua natureza, composição, ingredientes, temperos e textura.
É através da interação entre os diferentes sabores que compõem um determinado prato que escolheremos o vinho para acompanhar, tendo sempre em atenção que, nunca devemos escolher um vinho que nos pareça desagradável, por uma incorreta combinação de sabores, ou escolher uma comida demasiado untuosa ou forte que não permita que o vinho se revele. Um determinado alimento não pode “estragar” nem “esconder” o vinho, deve sim acompanhá-lo e sempre que possível elevá-lo.
Então como combinar vinho com comida?
A harmonização não tem regras rígidas, não tem passos e técnicas rigorosas que devemos seguir para atingir a combinação perfeita, a harmonização tem gosto pessoal e sensibilidade!
Após entendermos como reagem os diferentes interações entre os alimentos e a comida, sob o ponto de vista dos sabores elementares, tudo o resto é aventura, magia e intuição.
Deixo-vos algumas linhas de orientação sobre o comportamento entre os vários alimentos e vinhos.
Sempre que tiver que escolher um vinho para combinar com uma comida ácida, lembre-se: o sabor ácido faz diminuir a acidez do vinho, por outro lado, aumenta o sabor amargo e adstringente do mesmo. Para este tipo de prato escolha vinhos igualmente ácidos, para que o sabor se complemente, por exemplo com uma salada temperada com limão, para um prato de ostras frescas ou qualquer outro alimento no qual predomine o sabor ácido. Ao tentar conjugar a acidez da comida com um vinho mais doce ou rico em taninos, as sensações que marcam manifestam-se sob a forma de ardor na boca, amargor e ainda adstringência, ficando uma sensação de boca “grossa”, idêntica à que se manifesta quando come dióspiros verdes. Este tipo de vinhos mais ácidos, ligam muito bem com alimentos salgados, ácidos ou gorduras.
Em caso de alimentos ricos em sal, a escolha do vinho será bastante mais fácil, podendo optar por vinhos ligeiramente ácidos até mais adocicados, no entanto evite sempre, nestas circunstâncias vinhos que estagiaram em madeira, uma vez que esta conjugação irá resultar em fortes sensações amargas na boca.
Por outro lado, se o sabor amargo estiver presente na comida, alguns vegetais, espargos, especiarias, aconselha-se a combinação com vinhos ligeiramente ácidos ou então vinhos mais adocicados ou num estado de maturação mais avançado.
Chegámos ao doce, um, se não o mais agradável dos sabores elementares, apresenta alguma dificuldade de associação com vinhos ricos em taninos, por exemplo tintos jovens, correndo o risco de sobressair uma sensação de secura e adstringência bastante desagradável. De entre os alimentos doces, podemos incluir não só os doces de sobremesa, os quais são perfeitamente combinados com vinhos doces, ou meio secos desde que evoluídos, macios e encorpados. Caso o doce esteja presente em pratos de carne, elaboradas com molhos, especialmente o molho de tomate, a conjugação deve ser feita de forma ainda mais cuidada, uma vez que o doce e o umami presente nos molhos vão tornar o vinho mais amargo e adstringente, sendo aconselhável também, vinhos mais maduros, macios e encorpados.
Espero que desfrutem de um bom prato em harmonia com o vinho e não se esqueçam: a harmonia está no sabor, misturem tintos com peixe, brancos com carne e porque que não, um tinto velho para a sobremesa ou, um Chardonnay estagiado em madeira!
Usem e abusem da vossa imaginação e … tenham experiências muito agradáveis!
Até breve e… bons vinhos!

Patrícia Pereira Venâncio
www.janeladecheiros.blogspot.com

domingo, 20 de novembro de 2011

O documentário “A vida no Douro”



The documentary Life on the Douro


Portugal é uma região vitivinícola de excelência mundial, desde as extensas planícies alentejanas, às areias de Palmela, à forte influência marítima do Algarve e Extremadura, à tipicidade do Tejo e às íngremes encostas do Douro, fazem deste pequeno país uma multiplicidade de terroirs, favoráveis à produção de vinho de Qualidade.
No entanto e face à forte competitividade atual dos mercados mundiais, toda a divulgação e promoção é pouca e, toda a que vem é sem duvida bem-vinda, especialmente se relatada por este fantástico trabalho sobre as vindimas do Douro.
Um documentário elaborado por um grupo de três apaixonados por Portugal e pelo Douro, esta pré-visualização do trabalho, elaborado em três fases distintas, revela-nos muito sobre o Douro, a sua história, as suas famílias e, os seus vinhos.
Elaborado por Zev Robinson, Albertina Torres e seu marido, estes relataram à Janela de Cheiros, que só com muita vontade, paixão e dedicação se conseguem fazer estes trabalhos. Não quero também deixar de referir, palavras de Albertina Torres, o agradecimento a Oscar Quevedo, pela fantástica ajuda e apoio para a realização deste documentário.


A ser exibido na Califórnia e Alemanha, a imagem de Portugal, sob as mãos do Douro, está a ser divulgada e, para grande deleite dos portugueses, com uma aceitação e admiração digna dos nossos vinhos. Dentro dos próximos meses o documentário será também exibido em Londres, Amesterdão e Portugal.
Aguardamos ansiosamente pela apresentação em Portugal e… MUITO OBRIGADO, por mostrarem Portugal, através de uns olhos que por vezes, nem nós portugueses nos vimos.
Deixo-vos os vídeos com a pré-visualização do documentário, espero que apreciem tanto como nós.

VÍDEO 1



Este primeiro vídeo, é uma pré-visualização do documentário “A Vida no Douro”. Existe ainda muito trabalho a realizar, por isso retomaremos a nossa vinda ao Porto e ao Douro, para filmar mais, incluindo uma viagem a vários entusiastas do vinho do Porto e a vários produtores/adegas, numa longa semana de viagens a “Por amor ao Porto”, recolhendo várias perspectivas da região, dos seus vinhos e da sua história.
A preview of my "Life on the Douro" documentary. Still a lot of work to do on it, bu I'll be returning to Porto and the Douro region to film more material, including traveling about a dozen Port wine enthusiast to about a dozen wineries on the "For The Love of Port" week-long tour, giving a variety of perspecitves on the region, its wines and its histories.
VIDEO 2



Este é o segundo trailer, elaborado com o material que recolhi durante os 23 dias, na minha terceira e quarta viagem ao Porto e à região do Douro. A quarta viagem foi realizada no âmbito do meu filme “Por amor ao Porto”. Para ser realizado em Setembro de 2011, o filme relata o Douro durante três séculos de história da região, a situação atual e os seus vinhos.
This is the second trailer using material filmed during 23 days on my third and fourth trips to Porto and the Douro region. The fourth trip was with a For the Love of Port tour, arranged specially for my film. Due to be released in September, 2011, the film will deal with the three centuries and current situation of the region and its wines.

VÍDEO 3


Este é o terceiro trailer sobre “A vida no Douro”, neste foco especialmente as famílias e as ligações que fazem esta região tão fascinante, bem como recolher material da minha quinta viagem.
This is the third trailer for Life on the Douro, this time focusing on the family and other connections that make the region so fascinating, and adding material from my fifth trip there.

Our Story
Life on the Douro is a documentary connecting 300 years of history with the current situation in Porto and the Douro and the recent rejuvenation of the region. Many of the interviewees talk about their family history going back two and three centuries as if they had lived it themselves, in great detail, intimacy and warmth, and often with a great sense of humour as well.

I've been lucky to have such fantastic material to work with - the personal stories, the history of the region, and the breath-taking terraces and scenery - all which has lent itself to my concerns of creating a strong story structure and powerful imagery.

The Impact
The story of wine in general is widely unknown, and if more people would be aware that it is much, much more than just a beverage, I believe there would be much greater interest in it. This is especially true for Portugal, a country that historically has had a wide-spread influence across the globe but is a relatively unknown quanitity today. Whereas Port and Douro wines are considered excellent amongst experts, they don't have the same wide-spread reputation as those of other countries.

What We Need & What You Get
The money will be used for post-production costs including a professional sound mix and color grading, a transfer from the European PAL television system to the American NTSC system, subtitles, and music rights. If I go over the goal, the extra money will be used to defray the costs of setting up screenings and disseminating the film.

The film is almost done, an early rough cut has been completed, and I'm busy refining it. I have traveled to the Douro region four times already for a total of more than 30 days, and will be returning to film for another ten days in July for two or three more important interviews to fill a couple of gaps, as well as get more shots of specific things that the film needs - the old streets of Porto and Gaia, the old railway stations, a couple of wineries, etc.

The film will be finished and start screening this autumn, and I could temporarily skip or skimp on some of the above, but would like to have the best quality possible to show around the world over the next year, and help give the region, its people and its wines, and Portugal in general, the recognition they deserve.

There is the thank you credit on the web site for five dollars, but the basic perk is the pre-order of the DVD for 15 dollars, shipping included. Then there are invites to events that will include premiere screenings, after party with Port and Douro wines (possibly presented by people with intimate knowledge of the region), a thanks on the end credits of the film, and associate and executive producer credits. I'm also offering a series of archival quality digital prints that I have created, each signed and number in a series of 10.

Other Ways You Can Help
Please help spread the word via Facebook, twitter, blogs, etc. If 400 people buy the DVD, then not only is the goal met, but the word about the film, future screenings, and the incredible region, the people and its wines gets out there too.